O funcionário público Dirceu Floriano classifica como um ato de desespero a acusação de Mauro Maggi, ex-presidente da Autarquia Municipal do Ambiente (AMA), contra ele. Maggi afirma que Floriano teria falsificado documentos para permitir a contratação de seu filho, que é menor de idade, pela Frente de Trabalho da Prefeitura.
‘‘Eu não contratava ninguém. O ofício 851/98, em que consta a contratação do meu filho, está assinado pelos três diretores (Maggi, Julio Bitencourt e Nelson Kohatsu)’’, alega Floriano. Ele diz ter folheado o dossiê preparado pelos ex-diretores da autarquia e notado que o ano de nascimento de seu filho foi, realmente, alterado de 82 para 80. ‘‘Eu não faria uma coisa dessas.’’ Floriano relata que pediu a contratação de seu filho porque precisava de alguém de confiança para fazer a medição da roçagem. As planilhas elaboradas por ele, segundo o funcionário público, são as que constam a metragem real efetuada. ‘‘Ele foi chamado para depor e não reconheceu as planilhas falsificadas, porque não foi ele quem as fez.’’ O rapaz foi dispensado pelos ex-diretores da AMA pouco tempo antes que seu pai também fosse ‘devolvido’ para a Secretaria de Saúde, de onde saiu, há seis anos, para prestar serviço na AMA. (B.B.)

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