Segundo dados do Ministério da Saúde, a tuberculose mata mais mulheres que todas as causas de mortalidade materna somadas. Também mata mais jovens e adultos que qualquer outra doença infecciosa. E é responsável por 32% dos óbitos entre os portadores do vírus HIV.
Preocupada com o avanço da doença, a prefeitura de Ibiporã (14 km a leste de Londrina) iniciou domingo uma campanha de conscientização e prevenção. Durante toda a semana a população está recebendo informações e as unidades básicas de saúde do município estão monitorando a doença.
Em Londrina, só no ano passado foram registrados 190 novos casos. Em 2000, a cidade registrou 7 mortes por tuberculose. Atualmente, 110 pacientes estão em tratamento e monitoradas pelo Centro de Saúde.
O crescimento do número de casos da doença fez Londrina ser um dos primeiros municípios a integrar o Programa Nacional de Tuberculose criado em 96. E leva a Secretaria Municipal de Saúde a realizar campanhas anuais de conscientização sobre a doença.
‘‘A tuberculose sempre foi uma endemia (doença que existe constantemente em um mesmo lugar) e, exatamente por isto exige vigilância constante’’, ressalta Dênison Noronha Freire, médico tisio-pneumologista do Centro de Saúde de Londrina. Ele explica que os sintomas da doença são muito parecidos com os de uma gripe comum.
Para acontecer o contágio é necessário que haja proximidade física continuada com a pessoa doente. Quando o doente espirra, tosse ou fala ele expele a bactéria nas gotículas de catarro, um dos principais sintomas da tuberculose. Outros sintomas são emagrecimento e febre baixa. Se a tosse perdurar por mais de três semanas, a pessoa deve procurar um médico. Freire calcula que cada doente chega a infectar de 10 a 12 pessoas antes de começar o tratamento.
A falha no diagnóstico é outro agravante que merece uma atenção especial. Segundo Freire, a falta de divulgação do perigo de contrair a doença mantém a ilusão de que os casos de tuberculose são uma raridade.
‘‘Esta ilusão atinge também a classe médica que, mesmo diante dos sintomas, demora a pensar na possibilidade do paciente ter contraído o bacilo’’, comenta. Ele conta que são frequentes os casos de tuberculose tratados como pneumonia ou outros tipos de doenças.

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