22/7 - 16h30: o médico recebe um telefonema de uma uma adolescente, que pergunta se ele fazia aborto ou indicaria alguém para fazer tal procedimento. O ginecologista disse que não praticava tal operação e desconhecia qualquer médico que o fizesse.
22/07 - 17 horas: nova ligação é feita de um telefone público, desta vez um rapaz. Ele faz o médico ouvir uma gravação de uma jovem que afirmava ter feito aborto com a vítima. O médico diz ao jovem que se tratava de extorsão e que chamaria a polícia. O rapaz desliga abruptamente o telefone.
23/07 - 19 horas: a esposa do ginecologista recebe uma ligação e ouve a gravação da jovem. Um rapaz exige R$ 40 mil e ameaça ''levar a gravação para a imprensa''. Assustada, ela desliga o telefone. O casal decide acionar a polícia.
23/07 - 21h30: nova ligação. Desta vez o delegado-operacional Sérgio Barroso acompanha o diálogo e sugere que o médico negocie com o jovem. Definido o valor de R$ 20 mil, a vítima aponta hora e local (Rua Tupi, região central) para a entrega do dinheiro.
24/07 - 17 horas: investigadores fazem campana próximo ao local. A esposa do médico deixa um pacote com dinheiro (metade do valor) no chão e vai embora. Três jovens se aproximam. O menor D.S.G. pega o pacote e o coloca em uma mochila, pouco antes de ser detido pela polícia. Um rapaz que aguardava na esquina conseguiu fugir.
25/07 - 18 horas: Um dos menores é liberado por não apresentar envolvimento direto com o crime. Os outros dois dizem que estariam ''trabalhando a mando de Mariele'', vendedora que teria feito as gravações e uma das ligações.
26/07 - 10 horas: a vendedora Mariele Nicolau, 20 anos, é chamada para depor na delegacia. Ela nega envolvimento no caso e diz que apenas conhecia os dois menores. Mesmo assim, foi atuada em flagrante por extorsão.

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