A estrutura inadequada ou insuficiente para dar conta do tamanho da obra é a principal causa dos atrasos nos prazos de entrega ou descumprimento de contrato por parte de empreiteiras que vencem licitações públicas. A opinião é de empreiteiros que têm ou já tiveram contrato com a Prefeitura de Londrina.
Proprietário da empresa Gabriel e Filhos, Jorge Gabriel avalia que os custos de uma obra são de 30% a 35% maiores para uma empresa de fora da cidade. ''É preciso montar um canteiro, um escritório. Então, vai muito das capacidades técnica, financeira e de execução da empresa'', destaca. Com experiência de 20 anos no ramo, ele conta que tem obras até no Mato Grosso. Mas que lá também possui estrutura completa numa filial da empresa.
O engenheiro Júlio César Paez, responsável técnico pelas obras da curitibana Paviservice Construção Civil em Londrina, também salienta a importância da estrutura das firmas. ''Temos contrato em várias cidades. Em Londrina, estamos executando várias obras e cumprindo os contratos assinados'', garante.
A firma enfrentou um problema na semana passada, quando moradores do Jardim Monte Cristo (Zona Leste) impediram a passagem de um coletivo para protestar contra a demora na pavimentação do bairro. A causa do atraso, nesse caso, foi o excesso de chuvas em janeiro. Com a estiagem registrada no início da semana, as máquinas voltaram ao bairro para reiniciar os trabalhos. O prazo de entrega é oito meses e, segundo o engenheiro, deverá ser cumprido.(F.R.F.)

mockup