Para diretoria do CTR, houve exagero na autuação
''Houve exagero na autuação do IAP'', respondeu à Folha o secretário executivo do CTR, José Carlos dos Santos. ''Primeiro porque o que o IAP encontrou no aterro não pode ser considerado lixo hospitalar: eram fraldas e material de assepsia. Depois, porque não há como comprovar quem fez o despejo. Se foi o Hospital Paraná, aconteceu diretamente por eles. Depois de tratado, nós mandamos o nosso material para o aterro de Paulínia (SP), próprio para o serviço.''
A indentificação da origem do material, segundo o chefe do IAP, Paulino Mexia, foi feita com base em prontuários encontrados no lixo que não deixa dúvidas de que seja resíduo contaminado. Os documentos, no entanto, viraram prova de defesa do assessor jurídico do Hospital Paraná. ''O hospital nunca faria isso deliberadamente. Se fôssemos nós, você acha que deixaríamos prontuários com o nome do hospital no meio do lixo?'', respondeu o assessor Raimundo Carvalho. ''Foi uma ação para denegrir a imagem do Hospital Paraná''.
Carvalho informou também que a direção do hospital abriu procedimento administrativo para descobrir como o lixo foi parar no aterro. ''Estamos preparando nossa defesa e devemos entrar com um recurso contra a multa do IAP até o dia 5 de abril'', disse o advogado.
A Folha procurou o presidente do Sindicato dos Hospitais, Fahd Haddad, para saber se tinha conhecimento do caso. Por meio da assessoria de imprensa, ele disse que o assunto estava sendo tratado pelo presidente do Instituto de Desenvolvimento da Saúde (Indese), Aparecido de Andrade. A reportagem tentou contato várias vezes com o médico, que afirmou não ter tido tempo para conceder entrevistas até o fechamento desta edição.





