Para diretora, repasse melhora mas não resolve déficit mensal
Dorico da SilvaDificuldadesAlheias aos problemas, crianças descansam: Todo mês é um sofoco, diz presidente da entidadeO novo contrato de gestão elevou de R$ 3.780,00 para R$ 5.100,00 mensais o repasse da Prefeitura para a Creche Marabá, que atende 120 crianças de bairros da zona leste de Londrina. Este aumento, no entanto, não é suficiente para resolver o eterno problema da falta de rercursos da entidade, segundo a sua diretora, Zulmira Capobianco.
O novo contrato de gestão, na prática, não deve mudar muito a nossa dura realidade de sucessivos déficits mensais. É lógico que o aumento do repasse é bem-vindo, melhora a nossa situação que já foi muito pior anos atrás. Porém, as dificuldades continuam, comenta Zulmira Capobianco, lembrando que está com a geladeira do berçário quebrada há mais de um mês e não tem R$ 180,00 necessários para a reforma.
A diretora da creche, que é mantida pela Associação Feminina de Assistência à Criança, explica que as verbas mensais repassadas por órgãos públicos - outros R$ 890,00 vêm do governo federal - são suficientes apenas para o pagamento dos salários e encargos sociais dos 16 funcionários. Para garantir as quatro refeições diárias da criançada, a entidade quase sempre depende das doações espontâneas de comerciantes.
Todo mês é um sufoco para que não falte leite e comida para as crianças. Às vezes, tenho que comprar fiado nas mercearias da vizinhança. Infelizmente, não temos outra saída a não ser pedir uma colaboração fixa dos pais beneficiados, explica Zulmira, que é mãe de dois filhos adolescentes e diretora da creche há 12 anos.
Segundo ela, cerca de 60 famílias têm condições de dar a colaboração mensal. As taxas estipuladas são: R$ 15,00 por uma criança, R$ 25,00 por duas, e R$ 30,00 por três. A maior parte dos pais são humildes e muitos estão desempregados. Não têm mesmo como ajudar mais na manutenção da creche, que necessita de uma boa reforma e um novo berçário. Mas não temos previsão de quando isto será possível. Na verdade, já fazemos um malabarismo para pagar todas as contas e manter a entidade funcionando. (O.C.)





