Para diretor, investimentos vêm sendo feitos
Para o secretário de Saúde do munícipio, Silvio Fernandes, há necessidade de ampliar a capacidade de atendimento nos Prontos-Socorros (PSs), pois só os investimentos em Pronto-Atendimentos não resolve. ''Nos últimos anos o município construiu ou está construindo mais de 10 mil metros quadrados em infra-estrutura para a atenção básica da saúde. Mas não basta. Hoje o principal problema é a falta de estrutura nos PSs.''
O diretor de Sistemas de Saúde da Secretaria Estadual de Saúde, Gilberto Martin, afirma que os investimentos vêm sendo feitos. ''Só ano de 2003 foram instalados 233 novos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no Estado.'' Segundo ele, a superlotação tem duas causas básicas: a universalidade do acesso à saúde (toda a população, indistintamente, tem acesso aos serviços de saúde pública) e a forma como está organizado o fluxo de pacientes. ''O sistema ainda não conseguiu implantar dois pressupostos básicos do SUS: a regionalização e a hierarquização do atendimento.''
Martin admite que questões de gerenciamento podem estar interferindo no atendimento prestado nas Unidades Básicas e no Programa Saúde da Família (PSF). ''O sistema não se organizou o suficiente nem para otimizar o que ele oferta'', diz. (S.L.)





