Para diretor, informatização é a saída
O diretor do Instituto de Identificação do Paraná, Luís Fernando Artigas, acredita que o problema da demora na expedição da Cédula de Identidade pode se agravar ''de forma terrível'' se o sistema não for informatizado em pouco tempo. Ele admitiu à Folha que em alguns casos o prazo para a entrega do documento chega a 100 dias.
Por entraves burocráticos, está descartada a contratação de funcionários na área de papiloscopia, outra saída para acelerar o processo de expedição. Segundo o diretor, para o atual volume de trabalho seriam necessários cerca de 400 funcionários no setor. Atualmente, o instituto conta com 159 papiloscopistas. O déficit está relacionado a um grande número de aposentadorias no setor. De acordo com Artigas, 47 funcionários anteciparam o pedido temendo os efeitos da reforma da previdência.
A informatização do sistema depende da entrega de um projeto que está sendo elaborado pelo Companhia de Informática do Paraná (Celepar) e pela Secretaria Estadual de Segurança Pública. Artigas disse que o governador Roberto Requião (PMDB) já deu ''sinal verde'' para que o projeto se concretize.
O know-how para a implantação do sistema deve ser cedido pela Secretaria Nacional de Segurança Pública, o que pode significar a emissão em um prazo de cinco dias úteis. Junto com a informatização, haverá a descentralização do serviço de expedição, hoje concentrado na capital, garantiu Artigas.
A unidade de Londrina deve ter novo endereço em breve, já que as atuais instalações não estão capacitadas tecnicamente para a informatização (L.F.M).





