Reduzir a taxa de inscrição do vestibular de R$ 100,00 para R$ 90,00 não vai facilitar o acesso dos estudantes à universidade, na opinião do coordenador de Comunicação e Imprensa do Diretório Central dos Estudantes (DCE), Marcelo Rocha. ‘‘Essa medida é um tiro n’água’’. Rocha explica que o DCE não tinha conhecimento da decisão da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e, portanto, ainda não havia discutido o assunto. ‘‘Essa opinião é minha e não da diretoria da entidade’’.
Para Rocha, a substituição dos estudantes por funcionários no trabalho de fiscais do vestibular também é inócua. Segundo ele, as duas medidas adotadas pela Universidade são ‘‘demagógicas e populistas’’. O custo do vestibular - continua - só vai ser reduzido de fato quando a UEL passar a elaborar as provas e não mais contratar a Fundação Carlos Chagas.
‘‘A UEL poderia aproveitar essa oportunidade e abrir as suas contas à comunidade. Afinal, o pagamento dos fiscais com certeza não é o principal custo. A UEL deveria, então, mostrar para onde vai o dinheiro que arrecada com a taxa de vestibular. Deve ser assustador esse valor, se considerarmos o preço da inscrição e o número de candidatos’’, afirma.
Rocha defende que o trabalho de fiscais deva ser aberto a toda a comunidade universitária. ‘‘Seria injusto a UEL utilizar os funcionários para exercer a função de fiscal durante o vestibular, sem pagar mais por isso. E há muitos estudantes que precisam desse dinheiro para se manter na Universidade. Alunos e funcionários deveriam ter a mesma oportunidade.’’

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