Para delegado, trabalho não está comprometido
O delegado-chefe da 10SDP, Jurandir Gonçalves André, conta que 18 policiais da Subdivisão foram deslocados para as operações Verão e Costa Oeste. ''São pouco menos de 10% do total de policiais da SDP. Isso não compromete a continuidade do trabalho'', disse ele, antes de entrar em férias.
O delegado afirma que seria necessário ''fazer um levantamento'' para apontar quantos policiais estão sem trabalhar devido a férias e licenças, mas defende que estes desfalques também não estão interferindo no serviço. André reconhece que o verão é a época em que há mais procura por férias na Polícia Civil. ''O limite é um sexto do efetivo tirando folgas ao mesmo tempo'', explicou.
Sobre os turnos de 24 horas aplicados em algumas cidades, André defende que o mínimo necessário para que seja respeitado o regulamento da Polícia Civil é quatro investigadores por delegacia. ''O que importa é que as delegacias estão se ajudando, com o intercâmbio de policiais, e nas cidades sem delegado, o titular da comarca mais próxima passa a responder. Em comparação, a 10 SDP está melhor do que outras subdivisões. Aqui, todas as comarcas têm delegados de carreira, o que às vezes não acontece em outras regiões'', argumentou.
Questionada sobre o assunto, a assessoria da Secretaria de Segurança Pública informou que o secretário Luiz Fernando Delazari não recebeu diretamente nenhuma queixa formal sobre falta de policiais civis no Norte do Estado resultante de transferências para as operações e folgas de final/início de ano. Para 2004, existe a promessa de que policiais aprovados em concursos públicos realizados em anos anteriores serão convocados e a ''intenção'' de abertura de novo concurso.
A assessoria da chefia da Polícia Civil confirmou a promessa e informou que o comando está ''ciente'' do problema da falta de profissionais.





