Para delegado, morte foi fatalidade
Para delegado, morte foi fatalidade
O delegado de Trânsito de Londrina, Roberto Hummig, deve ouvir ainda nesta semana testemunhas do atropelamento de Ana Piccinin. Ela foi colhida pela roda traseira do ônibus da empresa Francovig, que fazia a linha 203 (Ouro Branco), em 30 de maio. O acidente aconteceu no Terminal de Transporte Coletivo.
Ana Piccinin teria escorregado e caído sob o veículo. Para Hummig, a morte foi uma fatalidade. Segundo ele, o motorista Laércio Teixeira só poderá ser indiciado se houver provas de que foi responsável pelo acidente.
O delegado pretende instaurar, ainda nesta semana, o inquérito para apurar outro atropelamento. O de Luíza Maeda, 70 anos, que morreu no último dia 17, quando atravessava a Avenida Higienópolis. Maeda foi colhida pelo Gol GTI, placa BZI 5487, dirigido por João Garcia Cid, 20 anos.
Após a instauração do inquérito, o delegado pretende intimar testemunhas e familiares da vítima. Roberto Humming também irá solicitar o laudo da perícia feita no local do acidente pelo Instituto de Criminalística (IC).
Segundo Hummig, João Garcia Cid será indiciado por homicídio culposo se ficar comprovado que dirigia em velocidade acima do estabelecido para a Avenida Higienópolis.
O chefe do setor de Engenharia Legal do IC, Luciano Bucharles, disse que a frenagem do Gol de Garcia Cid foi de aproximadamente 40 metros. Para concluir o laudo, os peritos precisam analisar a declividade da avenida e a rugosidade do asfalto. Bucharles adianta que a umidade da pista e a declividade da avenida aumentam o espaço da frenagem. O Instituto de Criminalística pretende realizar esses exames no final de semana. (L.R.)





