Para deficientes, serviço ainda não é safisfatório
Apesar de ter passado por grandes avanços, o transporte para pessoas com deficiência em Londrina ainda é bastante deficitário, já que a fila de espera para uso do serviço é de 300 pessoas. A avaliação, da presidente do Conselho Municipal de Direitos das Pessoas com Deficiência, Martinha Clarete Dutra, foi feita após o anúncio da aquisição de mais um microônibus com elevador e da instalação do equipamento em mais quatro veículos de itinerário convencional da TCGL.
''Há dois anos, a cidade não tinha nenhum ônibus deste tipo, e hoje contamos com 11 veículos, somando-se as vans'', afirmou a presidente do conselho. ''No entanto, uma lei municipal aprovada no ano passado estabelece que 100% dos cadeirantes devem ser atendidos pelo transporte coletivo e isso está longe de acontecer em Londrina''.
Segundo Martinha, o ideal seria que uma parcela maior dos ônibus de linhas convencionais fossem equipados com elevadores. ''Da forma atual, o cadeirante depende de agendamento para ser transportado e o serviço tem fila de espera com cerca de 300 nomes. Isso não garante locomoção, pois quebras e falta de horários são comuns'', afirmou.
O gerente geral da TCGL considera aceitável e possível o atendimento a 100% da população com deficiências, desde que o serviço gratuito seja oferecido realmente a quem precisa. ''Todas as pessoas com deficiência têm transporte gratuito garantido, o que na minha avaliação está errado. O que temos que garantir é o acesso. Muitas destas pessoas trabalham e podem pagar pelo passe'', disse. (A.M.)





