O Pool de Combustíveis de Londrina foi apontado pelo Instituto de Criminalística como o responsável pelo vazamento de óleo no Ribeirão Lindóia (zona oeste), detectado há um mês. Peritos suspeitam que o problema teve origem em janeiro, quando cerca de 80 mil litros teriam sido derramados naquela área. O laudo seria encaminhado ontem mesmo à Polícia Civil. Um inquérito, aberto a pedido do Ministério Público, apura o caso.
Os peritos Luciano Bucharles e Marcos Ota foram os responsáveis pela investigação, que durou dez dias. O levantamento foi feito a partir de análises de documentos das empresas suspeitas, plantas de localização de tubulações, da direção e sentido da propagação do percurso do óleo, além de estudos sobre a topografia e geologia do solo.
O chefe-adjunto da Criminalística, Geraldo Gonçalves de Oliveira, coordenou o trabalho de perícia. Ele disse que a equipe recebeu uma informação sigilosa, confirmando indícios apontados pela perícia de que houve um vazamento de grande porte dentro da área do pool. Ocorrido em janeiro, o vazamento foi de cerca de 80 mil litros de óleo. ‘‘Como o indíce pluviométrico foi baixo até meados de maio, o problema só teria se tornado visível com o aumento das chuvas no decorrer do mês ’’, afirmou.
Oliveira também informou que vai pedir à Polícia Civil a interdição do solo ao redor do pool. O objetivo é realizar a perfuração do solo para a identificação do vazamento. ‘‘Por enquanto, as perfurações estão sendo feitas nas imediações do ribeirão, mas o nosso objetivo é expor as tubulações do pool’’, disse Oliveira.
O chefe-adjunto pretende viajar hoje para Curitiba, onde tentará viabilizar recursos para a realização desse serviço junto à sede da Criminalística. Ele também acrescentou que em caso de crime ambiental, o trabalho da polícia científica independe da autorização do Instituto Ambiental do Paraná para atuar.
A Folha tentou falar com a administração do Pool de Combustíveis, mas não obteve retorno até o fechamento da edição.
Amanhã deverá ser divulgado o orçamento dos trabalhos da equipe multidisciplinar de perícia técnica composta por profissionais da Universidade Estadual de Londrina (UEL). A equipe foi instituída por determinação da Promotoria de Defesa do Meio Ambiente de Londrina, na semana passada. O presidente da equipe, Galdino Andrade, disse que devido ao fato de a ação prever pagamento de despesas apenas depois da conclusão do processo, poderá haver comprometimento da análise sócio-econômica.

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