Londrina - A diretora do Departamento de Proteção Social Especial ligado a Secretaria Nacional de Assistência Social, Telma Maranho, defendeu que o país se tornou referência no atendimento aos moradores de rua. "Ainda temos o desafio de integrar as políticas públicas da assistência social com outros setores como saúde e educação", ponderou. Segundo ela, mais recursos serão destinados aos estados para reforçar o atendimento nas cidades com menos de 50 mil habitantes, porém o montante não foi revelado.
A partir deste mês, o governo do Estado deve destinar, aproximadamente, R$ 220 mil por mês para os atendimentos que beneficiam a população de rua. A informação foi repassada pela coordenadora de Proteção Social Especial da Secretaria da Família e Desenvolvimento Social do Paraná, Elenice Malzoni. Segundo ela, o Estado irá complementar o repasse federal, que é de R$ 438 mil mensais para as principais cidades.
Para o coordenador do Movimento dos Moradores de Rua de Londrina, Leonardo Aparecido Gomes, há um excesso de debate que prejudica a população que necessita do atendimento. "Temos muita política pública que nunca sai do papel. Na prática, não existe assistência social para os moradores de rua. Faltam abrigos e alimentos. Somos invisíveis para a sociedade", argumentou. (V.C.)

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