Turismo é mais que férias, mais que lazer. Quando uma pessoa sai de casa e vai para outro lugar - participar de um evento, de uma feira, ou fazer compras - ela faz turismo.
A definição é do consultor do Serviço de Apoio à Pequena Empresa (Sebrae) para turismo, José Elmar Feger. Ele trabalha em Santa Catarina e esteve, ontem, acompanhando a primeira etapa da elaboração do Plano de Desenvolvimento do Turismo em Londrina.
Embora a idéia de turismo esteja relacionada ao período de férias, o consultor Feger destaca que os finais de semana precisam ser mais explorados pelo setor turístico. Ele cita dados de um estudo feito recentemente, revelando que uma pessoa utiliza apenas 2% do tempo de vida com as férias.
Os fins de semana consomem 18,5% do tempo de vida dos indivíduos. ‘‘Hoje não existe oferta na área de turismo para esse período de fim de semana’’, diz Feger.
O consultor do Sebrae acredita que o programa de final de semana do londrinense seja semelhante ao de muitos outros que almoçam ou jantam em um restaurante e passam o restante do dia sem ter uma opção de turismo. ‘‘É uma fatia que precisa ser explorada, com a criação de pequenos roteiros alternativos, passeios de meio dia, visitas a propriedades rurais e a cachoeiras.’’
Atuando na região Centro-Oeste de Santa Catarina, Feger diz que a distância do litoral fez com que cidades como Treze Tilhas buscassem um turismo alternativo, aproveitando as influências da cultura austríaca na arquitetura local e na vida das pessoas. ‘‘Manifestações musicais, esculturas, principalmente de arte sacra e artesanato atraem turistas.’’

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