Para comunidade, nada mudou em cinco anos
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segunda-feira, 13 de novembro de 2017
Paulo Monteiro<br>Nosso Dia 
A tragédia ainda não foi esquecida pela comunidade. E não é para menos, segundo moradores e comerciantes da região norte, nada mudou após cinco anos. Acidentes acontecem semanalmente no mesmo cruzamento, na avenida Saul Elkind com a rua Francisco Marques de Oliveira, onde quatros jovens morreram em setembro de 2012: Maiara Cristina de Oliveira, 20 anos, Joel da Aleixo, 20, Lincoln Mateus Soares, 21, e Débora Paulino da Silva, 21.
Proprietário de uma loja de doces, localizada em frente ao local, Sandro Marques relata que somente a instalação de redutores de velocidade diminuirão o número de colisões. "Os anos passaram e nada mudou. Retiraram apenas algumas árvores do canteiro, mas os acidentes continuam acontecendo", lamenta. "Para acabar com os acidentes, não tem segredo. Precisamos mesmo de redutores de velocidade: lombada eletrônica, quebra-molas, semáforo", exige.
Em um dos últimos acidentes no cruzamento, registrado na semana passada, um carro derrubou o muro e ainda invadiu o pátio de uma igreja. Segundo a universitária Noeli Fernandes, que trabalha em uma loja de equipamentos para cozinha, a colisão teria acontecido durante o período da madrugada. "Não tinham pedestres na rua, por isso que ninguém se machucou com gravidade", diz. Além da ausência de redutores, a nova pavimentação no trecho estaria empolgando os condutores. "O asfalto foi reformado há pouco tempo e os motoristas aproveitam para correr no pedaço", conta.
A poucos metros do cruzamento há um ponto de ônibus. De acordo com o vigilante Pedro de Andrade, alguns passageiros desembarcam do coletivo, linha 406 (Conjunto Aquiles Stenghel), e são atingidos durante a travessia. "Apesar da faixa de pedestres, atropelamentos são frequentes. Já tentei chamar a atenção das autoridades sobre o risco, mas não fui ouvido. Precisamos urgentemente de uma faixa elevada aqui. Assim os motoristas seriam obrigados a frear", avalia Andrade. (Paulo Monteiro/NOSSODIA)
Mudanças
O levantamento do último Placar do Trânsito de Londrina, realizado entre janeiro e agosto de 2017, apontou a avenida Saul Elkind no topo do ranking de mortes, com oito casos. Como havia adiantado o NOSSODIA, a CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização) estuda maneiras para dar mais segurança a pedestres e condutores. Uma delas é a definição do limite de velocidade da via, de 50 km/h, que deve ser padronizada em toda a extensão. A exceção seria para locais que apresentam escolas. Conforme a legislação, a velocidade reduzirá para 30 km/h. A expectativa é que o serviço, além de novas pinturas no asfalto, realize a troca de pelo menos 20 placas.
De acordo com a assessoria da companhia, a velocidade foi definida pelo estudo que avaliou o volume de veículos que transitam pela avenida. Além da maior segurança aos pedestres, ainda evitará congestionamentos. A avenida ainda deve receber radares estáticos para flagrar os motoristas mais apressadinhos.


