Para comerciantes, vendas superam as despesas
Assim como hoje pensam os artesãos, que temem a transferência para um Centro de Referência do Artesanato de Londrina (Cereal), os antigos camelôs que ocupavam o centro da cidade imaginavam que a mudança para um espaço fechado significaria a desgraça econômica. Mas, sete meses depois de se instalarem no Shopping Pouplar, os lojistas afirmam que a crise do comércio, que afeta o setor nacionalmente, também atinge o Camelódromo mas as vendas ainda conseguem superar as despesas.
Débora Morais Zamblin, 56 anos, afirmou que o movimento de clientes é maior no início do mês e vai decaindo conforme os dias passam. Mesmo assim, ela é categórica: ''aqui é 100% melhor, em todos os aspectos''. Ela trabalha com venda de roupas é só reclamou que deveria haver mais divulgação do espaço para atrair mais consumidores.
Com mais conforto para público e lojistas, Adriane Dutra da Silva, 21 anos, viu sua clientela aumentar com o crescimento do número de famílias circulando pelos corredores. Ela trabalha com brinquedos e bijouterias e comemora o bom movimento. ''Na avenida era apertado e aqui as mães aproveitam e vêm até com carrinhos de bebê'', falou.
Já o vendedor de games e produtos eletrônicos, Vanildo Aparecido Joaquim, 32 anos, que trabalhava na Avenida Leste-Oeste, continua apreensivo com o futuro, porque está faturando até 80% menos no camelódromo. Joaquim creditou a queda ao fato de que na rua tinha uma clientela fixa e um espaço maior.





