Para Cohab, área é distante para lotear
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terça-feira, 21 de agosto de 2001
Maranúbia Barbosa<BR>De Londrina 
A Companhia de Habitação de Londrina (Cohab-LD) vai vender a propriedade rural de 30 alqueires, conhecida como Mirante do Eldorado, na zona norte de Londrina, porque considera que os gastos com infra-estrutura para instalação de um loteamento no terreno seriam muito elevados. O Mirante fica cerca de três a quatro quilômetros de distância da Avenida Saul Elkind. A licitação para a venda ainda não está pronta, mas a direção da Cohab avaliou extra-oficialmente o imóvel rural em R$ 30 mil o alqueire. O valor total poderia chegar a R$ 900 mil.
A construção de um conjunto habitacional no Mirante do Eldorado, segundo o diretor-adminstrativo e financeiro da Cohab, Robson Talma Cavaliere, implica em despesas que encareceriam o empreendimento. Na opinião dele, levar esgoto, asfalto e demais benfeitorias para o local inviabilizaria a execução do projeto. Da área total da propriedade, que engloba 46 alqueires, serão preservados 16, onde a prefeitura cultiva uma horta em parceria com a Secretaria de Agricultura. Segundo o diretor, não existe um contrato formalizado de permissão de uso entre a Cohab e a secretaria.
De acordo com Cavaliere, os produtos colhidos na horta são repassados às creches e escolas da cidade. Ele informou que os 30 alqueires que serão colocados à venda atualmente estão arrendados para um único produtor. O contrato de 12 meses, firmado em março deste ano, tem cláusula rescisória prevendo que as partes devem ser avisadas de uma possível quebra de acordo com um mês de antecedência. Pelo arrendamento da área, a Cohab cobra cerca de R$ 500,00 por mês.
O diretor da Cohab garantiu que a venda do Mirante não irá comprometer futuros empreendimentos imobiliários da companhia, em convênios já aprovados pela Caixa Econômica Federal. Ele informou que ''a Cohab tem muitos terrenos para construção'', mas não quis divulgar a localização alegando temor de invasões. Questionado sobre o total de imóveis disponíveis, Cavaliere respondeu que existem ''pelo menos cinco grandes áreas no perímetro urbano''. Um dos terrenos, na zona norte, seria destinado à construção do Residencial Sol da Manhã. Os lotes adquiridos com dinheiro do programa ao Poupalar não estão à venda, disse o diretor.


