Para CMTU, manifestação foi um 'abuso'
Após quatro dias de protestos contra o reajuste da tarifa do ônibus de R$ 1,35 para R$ 1,60, a semana de debates entre o poder público e os insatisfeitos com o aumento do passe fechou de forma trágica. O presidente da CMTU, Wilson Sella, disse ontem que a Companhia pode fazer pouco para afastar esse clima de intranquilidade.
''Temos que estimular prevenção no Terminal, é isso. Protesto, tudo bem, é uma manifestação legítima. Mas não se pode mais aceitar o impedimento da circulação dos ônibus. Isso é um abuso'', apontou. O primeiro secretário da União Londrinense dos Estudantes Secundaristas (Ules), André Guimarães, que estava no local, disse que o protesto de ontem partiu de estudantes que não informaram o órgão de representação estudantil nem lhe pediram autorização. ''Somos contra o aumento do passe, mas não apoiamos protestos com impedimento de tráfego de ônibus ou vandalismo'', afirmou.
O comandante Rubens Guimarães disse que o policiamento ficará a postos no Terminal, mas que em muitos casos a Polícia Militar não pode interferir. ''Não temos muito a fazer dentro da estratégia que definimos, que é evitar o confronto'', explicou.
A assessoria da prefeitura informou que Nedson Micheleti não foi ao Terminal porque estava com uma ''gripe forte''. Pelo mesmo motivo, toda a agenda de ontem do prefeito foi cancelada. (Fábio Galão)





