Giovana completou um ano na semana passada e foi o primeiro bebê de Londrina a ter as células-tronco armazenadas no momento do nascimento. Seus pais, um médico e uma advogada, tomaram a decisão baseados na certeza de estarem fazendo uma espécie de ''seguro de saúde'' para a filha. ''E como todo seguro, esperamos não precisar usar. Mas se precisarmos, queremos ter a certeza de que o material estará lá, disponível'', explica a mãe de Giovana, Solange Cristina de Lima Fróes. Ela está grávida de sete meses e o mesmo procedimento será repetido no parto.
''Muitas pessoas questionam o preço, mas chegamos à conclusão que o custo-benefício é plenamente justificado'', afirma, explicando que, junto com o marido, tem acompanhado os resultados das pesquisas envolvendo o uso das células-tronco no tratamento de doenças. ''A falta de uma opção como esta sairia muito mais caro. Acho que seria muito difícil saber, no futuro, que uma oportunidade como esta foi desperdiçada.''
Para a nutricionista Carla Diehl Barbosa, o investimento foi uma espécie de poupança. A coleta foi feita no parto do terceiro filho, há cinco meses. ''Como não pretendemos ter mais filhos, achamos que valia a pena, pois as células poderão ser utilizadas, inclusive para um possível tratamento de minhas outras filhas.'' A decisão de fazer a coleta, segundo Carla, foi tomada na semana do parto. ''Fiquei sabendo que este tipo de serviço era oferecido em Londrina nos últimos dias, e aí eu e meu marido passamos a ler muito sobre o assunto, antes de tomar a decisão. Acho que valeu a pena.'' (S.L.)

mockup