Para burlar fiscais, motos ficam na garagem
O gerente de fiscalização de trânsito da CMTU, Álvaro Grotti Júnior, diz que o poder público está mantendo uma equipe fixa de dois agentes no centro, que trabalha por seis horas, apenas para autuar mototaxistas. ''O flagrante é muito problemático, porque o motoqueiro vê o fiscal e vai embora. Mas estamos atentos'', explica.
Ontem, na esquina da Rua João Cândido Avenida Paraná, mototaxistas que trabalham no local explicaram à Folha sua estratégia para burlar a fiscalização: deixam as motos na garagem, onde não podem ser apreendidas, e ficam na calçada à espera dos clientes. ''E somos discriminados pela fiscalização. Eles nos vêem com os coletes da cooperativa (Cooper Moto Táxi, que congrega motoqueiros sem vínculo com Centrais) e já dão multa. Tem muita gente por aí que está ligado a uma Central, trabalha na rua e não é incomodado'', critica um dos mototaxistas do ponto.
Grotti nega que haja discriminação e relata que os dois agentes notificaram oito mototaxistas na segunda-feira o relatório com os números de ontem só ficaria pronto hoje. ''Mas temos 171 mil veículos nas ruas de Londrina, e a CMTU não pode olhar só para os mototaxistas'', argumenta. Ele lembra que a Companhia tem um concurso homologado que aprovou 60 pessoas para o trabalho de agente de fiscalização, cujas contratações estão sendo providenciadas.





