Para Bondaruk, tempo no comando deve ser de até 2 anos
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terça-feira, 15 de outubro de 2013
Rubens Chueire Jr.<br>Reportagem Local 
Curitiba - Depois de um ano e 11 meses, o coronel e ex-comandante geral da Polícia Militar do Paraná (PMPR), Roberson Luiz Bondaruk, explicou ontem, durante entrevista coletiva no Quartel do Comando Geral, em Curitiba, os motivos que o levaram a pedir exoneração do cargo. Segundo ele, qualquer comandante, em qualquer nível hierárquico, não deve permanecer por mais de dois anos no cargo por uma questão de produtividade.
Além disso, Bondaruk apontou que um problema de saúde também pesou na decisão. Há cerca de um mês Bondaruk teve um acidente vascular cerebral (AVC) de pequena intensidade e ficou internado por cinco dias no Hospital Marcelino Champagnat, na capital. Esta foi a segunda vez que o comandante teve que ser internado por causa de um AVC. A primeira vez ocorreu há três anos.
"Saio com a sensação de dever cumprido e com a certeza de que a polícia militar continua firme. Foi um período produtivo, mas acredito que acaba acontecendo um desgaste que é natural. A intercorrência neurológica a qual fui submetido me fez prestar mais atenção a minha saúde e, estando fora do comando, fica mais adequado. O comandante tem que estar com força total à frente da corporação e entendi, por bem, deixar o cargo", explicou
Bondaruk assumiu o comando da PMPR em novembro de 2011. O substituto dele será o coronel César Vinicius Kogut. A cerimônia de posse ocorre hoje, em Curitiba, e terá a presença do governador Beto Richa (PSDB), do secretário de Segurança Pública, Cid Vasques, e de demais autoridades.
Esta é a terceira troca de comando da PMPR desde o início do mandato de Richa. Antes de Bondaruk, o coronel Marcos Teodoro Scheremeta ficou à frente da corporação de janeiro a novembro de 2011. Na época o secretário de Segurança Pública também era outro, Reinaldo de Almeida César. Scheremeta, por sua vez, substituiu o coronel Luiz Rodrigo Larson Carstens.
"Resolvi apresentar minha proposta de exoneração neste período para que o novo comandante tivesse condições de se adaptar à nova rotina e já entrasse com força total nas operações Natal e Verão. Na verdade, Kogut vai dar continuidade a este plano de governo que já foi colocado em prática e está dando bons resultados. Hoje temos uma polícia militar renovada", destacou o coronel Bondaruk.
César Vinicius Kogut estava à frente do 2º Comando Regional da PM de Londrina. Antes disso ele foi corregedor e diretor de Ensino da PMPR. Há 34 anos na corporação, Kogut já comandou batalhões em Paranavaí, Apucarana e Londrina. "O coronel Kogut tem todas as condições de desenvolver um grande trabalho. O maior problema de segurança pública no Brasil é o tráfico de drogas e, sem dúvida, isso preocupa qualquer comandante. Além disso, também sabe-se da necessidade de reposição do efetivo da PMPR. Esta reivindicação já está tendo uma atenção do governo e terá um reforço porque o efetivo de hoje, de 27 mil homens, já não é suficiente", destacou.
Bondaruk acrescentou que o número de homicídios do Paraná sofreu redução média de 20% e que 14 Unidades Paraná Seguro (UPS) foram instaladas no Estado. "Ainda que não tivesse o problema de saúde acredito que teria saído da mesma maneira por achar que o período foi produtivo, mas foi o prazo necessário para permanecer no cargo. A melhor situação para a segurança pública do Paraná é ocorrer da forma como está acontecendo, com esta substituição do comando", concluiu.


