Para arquiteto, causa foi rompimento de uma das hastes
O arquiteto londrinense Christian Steagall-Condé concebeu uma simulação estática como uma das hipóteses do desabamento na UEL. Ele acredita que houve o rompimento de um dos três pés de apoio da marquise, provavelmente pela corrosão do ferro, que pode ter sido causada pela umidade. ''O concreto avisa quando vai romper, estalando, soltando pequenos pedaços, com trincados ou até deslocamento da estrutura, mas o ferro não, é silencioso.'' Esta característica do material, segundo o arquiteto, dificulta a percepção do problema.
Outras hipóteses são a desobediência às especificações constantes no projeto arquitetônico e erro estrutural no tripé de apoio (trempe invertida), como por exemplo uma solda mal feita. Na opinião de Steagall-Condé, o rompimento de uma das hastes fez com que a laje batesse na outra marquise menor, sobre a rampa de acesso. A estrutura de concreto só partiu ao meio, segundo o arquiteto, por causa do pilar central. ''Não fosse isso, a laje teria caído inteira e teria matado todos que estavam embaixo.'' Ele explicou ainda que o rompimento de apenas uma das hastes, independente de ter água sobre a laje, é suficiente para causar a queda.
''Quero reforçar que estas são apenas suposições, feitas com o objetivo de elaborar ou até mesmo exercitar algumas possibilidades nesta trágica questão. Evidentemente somente o laudo técnico oficial é que deverá apontar as verdadeiras causas.'' O arquiteto elogiou o projeto arquitetônico do anfiteatro do CESA, lembrando que a obra é marcada pelos traços modernistas. (S. L.)





