Em Londrina, apenas os colégios Vicente Rijo e Hugo Simas tiveram atendimento parcial ontem por problemas internos, mas foram advertidos pelo Núcleo Regional de Educação e hoje deverão funcionar em período integral. Entretanto, informações desencontradas sobre a reorganização escolar determinada pelo governo provocou um impasse entre o NRE e a APP-Sindicato.
A associação diz que até ontem 84 turmas foram extintas devido à resolução da secretaria Estadual de Educação que alterou os critérios para a reorganização escolar e determinou o número mínimo de estudantes por turma. A chefe do Núcleo, Maria Genoveva Belucci, contesta a informação e diz que em Londrina apenas 19 turmas serão extintas. A chefe do NRE afirmou que essas turmas tinham, em média, cinco alunos matriculados.
O presidente da APP, Luiz Martins de Lima, afirmou que somente em Londrina 20 escolas devem ser fechadas este ano e que 2.940 vagas deixarão de ser oferecidas. ‘‘O Núcleo está usando o mesmo discurso do governo do Estado, que omite a verdade’’, disse.
Maria Genoveva contestou a APP novamente e garantiu que em Londrina apenas quatro escolas não possuem o número de alunos suficientes para o funcionamento. ‘‘Mas mesmo assim não serão fechadas. A direção será ocupada por professores com carga horária menor e os alunos estão com suas vagas garantidas.’’
Pelos cálculos da APP-Sindicato cerca de 3 mil professores devem ser demitidos em todo o Estado. Já a chefe do Núcleo, diz que na semana passada foi feita a distribuição de aulas e que os professores que perderam suas turmas foram reconduzidos para outras. ‘‘Essa informação sobre demissão de professores é mentirosa.’’
Para a APP as demissões são consequência do aumento de estudantes por turma. ‘‘Escolas que tinham três turmas de 30 alunos, terão agora duas turmas de 45. Isso quer dizer que cada professor estará dando aulas para uma turma e meia e outros professores irão para a rua’’, disse Lima.
O presidente da APP apresentou à Folha uma cópia da resolução nº 377/96, emitida pela secretaria, onde consta que o número mínimo de alunos por turma no ensino médio, por exemplo, é de 45. ‘‘Hoje (ontem) a secretária de Educação, Alcyone Saliba, declarou em uma emissora de TV que esse é o número máximo por turma. Ela mesma nega a informação de sua secretaria’’, disse. A Folha entrou em contato com secretaria, mas a assessoria de imprensa não retornou os telefonemas.

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