Para antigos jóqueis, turfe perdeu o glamour
Os antigos jóqueis também sentem falta da época de glamour do Grande Prêmio. Era uma época de ouro, um turfe mais aristocrático, diz Pierre Vaz, hoje com 82 anos. Dono de mais de 2 mil vitórias - 86 em grandes prêmios -, Vaz também é lembrado por uma cena marcante no Grande Prêmio Paraná de 1957. Quem conta é o atual vice-presidente do Jockey Club, Fernando Wolff, que assiste ao Grande Prêmio Paraná desde o início, em 1942.
Vaz corria com o cavalo Johnny Araby e Luiz Rigoni com Canavial. Os dois estavam na reta final, trocando gentilezas - jargão usado no turfe que na verdade quer dizer ofensa. A luta estava cabeça a cabeça, diz Wolff. Foi preciso fazer uma fotografia para decidir quem era o vencedor.
Hoje, Vaz afirma que a foto só foi tirada para dar uma satisfação ao público. Pela diferença, eu já sabia que tinha perdido. Vaz ficou em segundo lugar. Três anos depois, em outro Grande Prêmio Paraná, as posições se inverteram. Não foi vingança, apenas uma revanche gostosa.
Apesar de estar longe da profissão, Vaz ainda tem contato com os cavalos. Atualmente, tem um haras. Não sente mais saudades do turfe (senti nos primeiros anos), apenas guarda boas lembranças. Lamenta que o jóquei não seja mais popular como antes - com fã-clubes e pedidos de autógrafo.





