Para os vendedores ambulantes que trabalharam durante o vestibular de verão da UEL, este foi o pior dos últimos anos. ‘‘Ninguém pára nem para ver os produtos ou perguntar o preço’’, reclamou o vendedor de camisetas Antônio Najm. ‘‘Ainda não conseguimos ganhar o suficiente para pagar as despesas da viagem’’, disse. Ele lembra que já chegou a vender 400 peças. ‘‘Até agora (ontem por volta das 15h30) vendi apenas 14.’
Destacando que não é de oposição nem de situação - ‘‘meu título eleitoral é de Cascavel e não o transferi para Araraquara’’ -, Toninho enfatizou que a culpa pelo fracasso nas vendas é da política econômica do governo FHC. ‘‘Ninguém tem dinheiro para nada. O homem que acabou com a inflação vai acabar também com o emprego no Brasil’’, desabafa, acrescentando que trouxe um amigo que estava desempregado na cidade de origem e ele também não vendeu nada.
Os vendedores de artesanato e alimentação também reclamam. ‘‘No primeiro dia até vendemos alguma coisa, porque fomos pegar os fregueses a laço’’, conta Estela Pacheco, estudante do 4º ano de Música na própria UEL e que estava vendendo sanduíches naturais. ‘‘Depois caiu, porque a organização proibiu a circulação nos estacionamentos’’, completa Iara Mello.
‘‘No ano passado vendíamos de 130 a 150 reais de salgadinhos, refrigerantes e água. Agora, não passa de R$ 20’’, queixa-se Carlos Eduardo Guerra, que cuidava da barraca do Centro Acadêmico de Economia, na área entre o CCH e o CEF. (A.N.)

mockup