Entidades ambientalistas de Curitiba e Região Metropolitana encaminharam ontem à Procuradoria da República no Estado do Paraná documento que questiona a exploração do Aquífero Karst em Colombo e Almirante Tamandaré. Para os ambientalistas, a exploração do aquífero é irregular e não há estudos suficientes que comprovem que não há risco de afundamento dos terrenos da região.
O procurador da República no Paraná, Sérgio Cruz Arenhart, vai analisar o documento. A procuradoria marcou uma reunião segunda-feira, às 14 horas, com os representantes das entidades para discutir o assunto.
O documento faz também uma retrospectiva das ações do governo sobre as questões relacionadas à água. ‘‘Retomamos diversas ações judiciais ligadas ao meio ambiente e à industrialização no Estado, como o Contorno Leste e a Renault’’, diz uma das integrantes da Associação Xama, Sarah Azevedo Kobel.
Sarah destaca que as entidades querem que a Sanepar pare os testes de retirada de água do Aquífero Karst, iniciados ano passado. ‘‘É preciso que se conheça melhor o aquífero e o que sua exploração pode causar ao ambiente e à população local’’.
Segundo ela, um estudo do Ministério das Minas e Energia ‘‘condena a exploração do Karst pela fragilidade do solo, considerado armadilha hidrológica’’. O karst é um tipo de formação rochosa calcária em que é comum a formação de cavernas. As cavernas subterrâneas são reservatórios naturais de grande capacidade e com água de qualidade. As entidades temem que com a retirada da água, o solo afunde. ‘‘Ainda não há estudos que provem o contrário’’, alerta Sarah.
O coordenador de pesquisa do Karst da Sanepar, Hugo Colodell, diz que todos os estudos foram realizados e a exploração é segura. ‘‘Os estudos que temos são suficientes para a Sanepar fazer a exploração’’, pondera.
Colodell afirma que o Relatório de Impacto Ambiental (Rima) já foi encaminhado ao Instituto Ambiental do Paraná (IAP).

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