Campinas - Ainda faltam acertos entre os chefes de Estado para fechar o texto final da declaração do 3º Fórum Mundial da Água, em Kyoto, no Japão, que deverá ser aprovada hoje. Mas os ambientalistas já consideram seus termos brandos demais. Em nota distribuída à imprensa, o Fundo Mundial para a Natureza - WWF Internacional - diz que a declaração não tem ''dentes'' e pede aos negociadores que avancem em temas cruciais, como investimento na saúde dos ecossistemas (base da sustentabilidade na gestão dos recursos hídricos); proteção às fontes de água; saneamento e cooperação internacional no manejo de rios internacionais.
Os especialistas do WWF, que acompanham as negociações em Kyoto, Jamie Pittock e Richard Holland, consideram a atual declaração tímida por não enfatizar a prioridade da saúde dos ecossistemas como fontes de água, nem considerar as vantagens, para as pessoas e para a natureza, do reflorestamento para proteção dos recursos hídricos. Consideram também pouco clara a referência à cooperação no manejo de rios internacionais, dando margem a problemas de interpretação, justamente numa área passível de geração de conflitos.
A declaração oficial ainda ignora a implementação das recomendações da Comissão Mundial de Barragens, de 2000, que procuram assegurar que as infra-estruturas de barramento de rios, existentes e futuras, sejam melhor planejadas para maximizar os benefícios sociais e ambientais, além dos econômicos.

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