A direção da ALL nega as principais acusações do Sindicato dos Ferroviários. A principal justificativa para a redução do número de funcionários é de que a manutenção do quadro herdado do período estatal inviabilizaria a sobrevivência econômica da empresa. Além disso, a adoção de tecnologia teria motivado os cortes.
A contratação de mão-de-obra terceirizada é atribuída à sazonalidade do transporte de cargas, determinada pelas safras agrícolas. ‘‘Nos picos de safra, precisamos contratar funcionários por períodos de seis meses’’, diz o diretor de Recursos Humanos e Relações Corporativas da ALL, Pedro Roberto Oliveira Almeida. Nesses períodos, a empresa chega a ter 2,2 mil pessoas trabalhando simultaneamente.
Em relação à extinção da categoria de auxiliar de maquinista, a empresa alega que, com a adoção de tecnologia, essa função se tornou obsoleta. Uma das atribuições do profissional era ajudar na expedição da licença para os trens seguirem viagem em cada estação. Com a implantação do monitoramento das composições por satélite, essa liberação é centralizada na sede da empresa, em Curitiba.
A ALL contesta também a afirmação de que a falta do auxiliar contribui para a ocorrência de acidentes. ‘‘Os trens possuem um pedal que precisa ser pressionado durante toda a viagem. Se o maquinista passa mal, por exemplo, ele deixa de apertar o pedal e a composição pára’’, explica o diretor de Operações da empresa, Raimundo Pires Martins da Costa.
Costas nega também que os funcionários estejam sobrecarregados. Segundo ele, os maquinistas seguem jornadas de nove horas e 40 minutos, com 20 horas de descanso nas paradas durante a viagem (a lei estabelece 11 horas). O repouso (quando o funcionário fica em casa) é de 42 horas, segundo Costa, quando a lei estabelece no mínimo 35 horas.

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