Segundo dados divulgados pelo Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa), 52,2% dos garotos e 44,7% das meninas de 12 a 17 anos do Brasil já consumiram bebidas alcoólicas. ''O álcool prejudica o desenvolvimento de sistema nervoso do jovem, ainda em formação'', diz a psiquiatra Camila Silveira, coordenadora do Cisa. ''A cultura do álcool fica mais evidente no ensino médio e na faculdade. É como se beber em grandes quantidades fizesse parte naturalmente do contexto das festas.''
''Para o adolescente, o exagero é bacana. É uma fase de experimentações e de experimentar, inclusive, esse estado de alteração pela embriaguez. Tem a ver com a necessidade de ser aceito pelo grupo. Às vezes, trata-se de um comportamento aprendido até em casa'', completa.
Segundo a pesquisa inglesa ''Álcool, vida noturna e aumento da violência'', divulgada pelo Cisa, 77,4% dos 380 jovens ingleses consultados bebem ao ir para baladas. Os resultados sugerem que as circunstâncias em que o jovem bebe é um fator que predispõe à violência. O Cisa dispõe da cartilha ''Como falar sobre uso de álcool com seus filhos'', com orientações para cada faixa etária.
A psiquiatra Vera Zimmermann, do Centro de Referência da Infância e Adolescência, da Unifesp, diz que certos tipos de lazer exigem uma maturidade que não se tem aos 15. ''São eventos de massa, como raves. A multidão está sempre sujeita ao descontrole, o que reforça a confusão natural do adolescente. Sem noção do perigo, fica mais suscetível à violência. A massa tira a identidade, atitudes passam desapercebidas. O jovem tem de sentir que se fizer algo vão saber que fez. O controle externo se perde na massa.''(Agência Estado)

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