A mãe da secretária Jacqueline Carneiro Lobo, Silmara Carneiro Lobo, achou que a condenação de oito anos de reclusão em regime fechado dada pelo Tribunal do Júri à enfermeira Maria Suely Costa Moura ''foi muito pequena, pela forma com que ela cometeu o crime''.
Ainda abatida pelo estresse provocado pelo julgamento, Silmara reiterou sua crença na Justiça. ''Acredito e sempre confiei na Justiça, só que quero ver essa mulher presa'', disse. A dona de casa também agradeceu o trabalho da Promotoria e do advogado João Santos Gomes Filho.
Ela considerou que o médico e professor João Bento de Moura Neto, 45 anos, teve uma atitude digna ''ao falar toda a verdade e não omitir nada''. O médico era o ex-marido de Maria Suely e namorava Jacqueline quando ela foi morta.
Silmara voltou a afirmar, como fez ontem em pleno tribunal, que nunca disse à Maria Suely que não conseguia mais controlar os impulsos da filha. ''Quando gritei, foi um grito de mãe, pois sempre fui muito amiga da minha filha'', assegurou. ''Ela tirou o que eu tinha de mais sagrado na minha vida'', completou Silmara, que três meses antes do assassinato da filha havia perdido o marido, vítima de câncer. (L.A.)

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