Os advogados de defesa dos sindicalistas Evanildo Pinto Rodrigues, Daniel Malaquias e Claudemir Arriero, do Sindicato dos Rodoviários de Londrina, presos em Porecatu (85 Km de Londrina) acusados de extorquir a Usina Central Paraná, vão impetrar hoje no Tribunal de Justiça (TJ), um novo pedido de habeas-corpus em favor dos sindicalistas. Na terça-feira, o TJ havia concedido habeas-corpus aos acusados, mas na quarta-feira o juiz Evandro Luiz Camparoto decretou a prisão preventiva deles alegando que eles oferecem risco à sociedade.
O advogado Fábio Franz disse que a prisão preventiva dos sindicalistas é ilegal porque a liberdade deles não afeta a ordem pública e também não traz perigo à instrução criminal. ‘‘Ao decretar a prisão preventiva o juiz não levou em conta os fatos, mas apenas as vítimas’’, disse.
Ao conceder o habeas-corpus, na terça-feira, o TJ justificou que houve falhas no andamento do processo porque as vítimas foram ouvidas antes das testemunhas. Anteontem, das 13 testemunhas de acusação, 10 foram ouvidas pelo juiz Camparoto. Duas foras dispensadas e uma não compareceu para depor. As testemunhas de defesa devem ser ouvidas no dia 15.
Os sindicalistas foram presos em flagrante pela Polícia Civil no dia 23 de junho com R$ 100 mil em dinheiro e um cheque ao portador no valor de R$ 100 mil. Eles foram acusados pelos diretores da usina de tentar extorquir a empresa para que não fosse deflagrada uma greve ou ainda a dilapidação do patrimônio. Para que a prisão fosse concretizada, os diretores da usina armaram um flagrante depois de gravar conversa telefônica entre os sindicalistas e alguns diretores.
Em depoimento, os diretores Glauco Miguel Ferrigno e Jayme Planas Navarro afirmaram que a usina vinha sendo extorquida há pelo menos cinco anos e que eles não denunciavam os sindicalistas por medo de que eles explodissem as caldeiras da usina e também para garantir os empregos dos trabalhadores.

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