A cozinheira Rainelda Marques da Silva, moradora do Parque Universidade I, e mãe do pequeno Guilherme, 9 anos, conta que o trabalho realizado pela Casa acolhedora tem papel fundamental para a formação e educação do garoto.
Reinalda conta que o filho começou a participar das atividades na entidade há três anos. ''Como ele estudava de manhã e no período da tarde eu não tinha com quem deixá-lo, porque eu trabalhava, a opção foi deixá-lo com a irmã'', conta Rainelda, completando que o filho está com um comportamento bem melhor desde que começou a participar das atividades na entidade. ''Ele nunca me deu problemas, mas eu percebi que ele está se desenvolvendo bem mais aqui.''
''Eles fazem trabalhos manuais, têm aula de informática, de inglês e brincam com os colegas ao invés de ficarem na rua aprendendo coisas erradas. Se mais pessoas fizessem um trabalho semelhante haveria menos criminalidade do que existe hoje na cidade'', salienta Reinalda.
Apesar de trabalhar em casa, a costureira Rosa Alves dos Santos explica que a participação da filha Camila, 9, durante o contraturno escolar na Casa acolhedora foi muito importante. Isso porque ela tem atenção especial durante o período da tarde e a mãe pode realizar as encomendas da fábrica. ''As crianças, muitas vezes, não entendem que não podemos brincar a todo momento e ela acabava ficando chateada por não ter o que fazer. Hoje, ela passa o período da manhã na escola, vai para a Casa Acolhedora no período da tarde e fica conosco à noite'', enfatiza. (F.C.)

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