Papel da escola para o exercício da cidadania foi tema da redação
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quarta-feira, 15 de janeiro de 1997
Carina Paccola 
Dorico da SilvaAlternativa certaNa saída das provas, vestibulandos conferem gabarito do dia anterior no pátio da UniversidadeO tema da redação do vestibular da Universidade Estadual de Londrina - A escola é o caminho necessário para o exercício pleno da cidadania -, foi considerado fácil pelos candidatos que prestaram ontem o terceiro dia de provas. Hoje, os candidatos respondem questões de Matemática e Língua Estrangeira. O número de desistentes ontem foi de 129, somando até agora 2.140, o que representa 12,37% do total de candidatos inscritos. A média de desistentes do vestibular da UEL tem sido de 13%, segundo a assessoria da Universidade.
O calor excessivo que tem feito nesses dias de vestibular provocou um aumento de atendimento médico na segunda-feira. Foram atendidos 97 vestibulandos anteontem, segundo o chefe da equipe médica do vestibular, Edcesar Vicente Leite. Os casos mais frequentes foram de diarréia, mal-estar, dor de cabeça, náuseas, tonturas e quedas de pressão. O número de atendimentos anteontem foi acima do esperado. Este ano o calor tem sido a principal causa dos problemas de saúde, aliada à alimentação inadequada. Os alunos também têm ingerido pouco líquido.
Até ontem, 2.140
candidatos tinham
desistido das provas,
somando 12,37%
Ontem, os atendimentos médicos ficaram abaixo da média. À tarde, ainda não havia um número exato. O caso mais greve foi uma vestibulanda com crise asmática. De acordo com o médico, foi preciso usar equipamentos e remédios para controlar a crise na própria UEL para que a estudante não perdesse a prova. A crise foi desencadeada pelo estresse, mudança brusca de temperatura e a chuva..
Candidato a uma vaga no curso de Direito, João Henrique Prado Garcia, de 18 anos, disse que esperava que o tema da redação fosse a reeleição ou algo ligado à política. Ele é de Andradina (SP). Garcia conta que escreveu na prova: Brasileiro não sabe o que é ser cidadão, muitas vezes por falha na educação. Outro candidato ao curso de Direito, Gabriel de Souza, de 21 anos, achou bom o assunto. Ele mora em São Paulo e avalia que está indo bem nas provas. Estou indo melhor nas matérias da área de humanas, que contam mais pontos para mim.
Ontem não havia somente mães aguardando a saída dos filhos. A estudante Gisele Amadeu, de 16 anos, esperava sua mãe terminar a prova. A mãe dela, Marlene, tem 41 anos e está prestando Pedagogia. Elas são de Colorado.
Vim hoje com ela porque vamos ficar na casa da minha avó, contou. Gisele disse que a mãe está achando difíceis as provas. No próximo ano, Gisele vai prestar Medicina. Minha mãe disse que, se eu não passar, ela não vai me julgar, porque o vestibular é difícil.
No pátio do Centro de Estudos Sociais Aplicados (Cesa), era a advogada Eulália Filizola quem esperava Gisele, sua filha de 21 anos, que concorre ao curso de Medicina Veterinária. Prefiro ficar aqui a esperar no hotel, explica. Elas vêm de Foz do Iguaçu. Enquanto espera, Eulália vai à biblioteca e passeia pelo campus. Na saída, a filha Gisele disse que foi bem na redação. Eu escrevi que a escola não ensina só a ler e escrever. Também forma o caráter da pessoa.
Estudante universitária em Maringá, Andréa Marques aguardava uma amiga que presta vestibular para Fisioterapia. Andréa está dirigindo todos os dias de Maringá a Londrina porque a amiga faz vestibular nas duas cidades. A chuva atrapalhou bastante hoje (ontem). No caminho, encontramos alguns carros que deslizaram e saíram da pista por causa da chuva.


