Dorico da SilvaAlternativa certaNa saída das provas, vestibulandos conferem gabarito do dia anterior no pátio da UniversidadeO tema da redação do vestibular da Universidade Estadual de Londrina - A escola é o caminho necessário para o exercício pleno da cidadania -, foi considerado fácil pelos candidatos que prestaram ontem o terceiro dia de provas. Hoje, os candidatos respondem questões de Matemática e Língua Estrangeira. O número de desistentes ontem foi de 129, somando até agora 2.140, o que representa 12,37% do total de candidatos inscritos. A média de desistentes do vestibular da UEL tem sido de 13%, segundo a assessoria da Universidade.
O calor excessivo que tem feito nesses dias de vestibular provocou um aumento de atendimento médico na segunda-feira. Foram atendidos 97 vestibulandos anteontem, segundo o chefe da equipe médica do vestibular, Edcesar Vicente Leite. Os casos mais frequentes foram de diarréia, mal-estar, dor de cabeça, náuseas, tonturas e quedas de pressão. O número de atendimentos anteontem foi acima do esperado. ‘‘Este ano o calor tem sido a principal causa dos problemas de saúde, aliada à alimentação inadequada. Os alunos também têm ingerido pouco líquido’’.



Até ontem, 2.140
candidatos tinham
desistido das provas,
somando 12,37%


Ontem, os atendimentos médicos ficaram abaixo da média. À tarde, ainda não havia um número exato. O caso mais greve foi uma vestibulanda com crise asmática. De acordo com o médico, foi preciso usar equipamentos e remédios para controlar a crise na própria UEL para que a estudante não perdesse a prova. ‘‘A crise foi desencadeada pelo estresse, mudança brusca de temperatura e a chuva.’’.
Candidato a uma vaga no curso de Direito, João Henrique Prado Garcia, de 18 anos, disse que esperava que o tema da redação fosse a reeleição ou algo ligado à política. Ele é de Andradina (SP). Garcia conta que escreveu na prova: ‘‘Brasileiro não sabe o que é ser cidadão, muitas vezes por falha na educação’’. Outro candidato ao curso de Direito, Gabriel de Souza, de 21 anos, achou bom o assunto. Ele mora em São Paulo e avalia que está indo bem nas provas. ‘‘Estou indo melhor nas matérias da área de humanas, que contam mais pontos para mim.’’
Ontem não havia somente mães aguardando a saída dos filhos. A estudante Gisele Amadeu, de 16 anos, esperava sua mãe terminar a prova. A mãe dela, Marlene, tem 41 anos e está prestando Pedagogia. Elas são de Colorado.
‘‘Vim hoje com ela porque vamos ficar na casa da minha avó’’, contou. Gisele disse que a mãe está achando difíceis as provas. No próximo ano, Gisele vai prestar Medicina. ‘‘Minha mãe disse que, se eu não passar, ela não vai me julgar, porque o vestibular é difícil’’.
No pátio do Centro de Estudos Sociais Aplicados (Cesa), era a advogada Eulália Filizola quem esperava Gisele, sua filha de 21 anos, que concorre ao curso de Medicina Veterinária. ‘‘Prefiro ficar aqui a esperar no hotel’’, explica. Elas vêm de Foz do Iguaçu. Enquanto espera, Eulália vai à biblioteca e passeia pelo campus. Na saída, a filha Gisele disse que foi bem na redação. ‘‘Eu escrevi que a escola não ensina só a ler e escrever. Também forma o caráter da pessoa.’’
Estudante universitária em Maringá, Andréa Marques aguardava uma amiga que presta vestibular para Fisioterapia. Andréa está dirigindo todos os dias de Maringá a Londrina porque a amiga faz vestibular nas duas cidades. ‘‘A chuva atrapalhou bastante hoje (ontem). No caminho, encontramos alguns carros que deslizaram e saíram da pista por causa da chuva.’’

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