Papai Noel faz a festa para crianças na zona norte
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quinta-feira, 24 de dezembro de 2015
Vítor Ogawa<br> Reportagem Local
O pequeno Rafael de Oliveira, de apenas 2 anos de idade, ficou extasiado quando viu na tarde de ontem o Papai Noel descer de helicóptero no Conjunto Milton Gavetti (zona norte de Londrina). Mais do que apenas ver, ele foi uma das primeiras crianças a serem cumprimentadas pelo bom velhinho em um evento realizado pelo presidente da associação de moradores, o sargento do Corpo de Bombeiros Paulo César de Oliveira. "Eu adorei o Papai Noel. Ele veio voando de helicóptero. Eu já vi helicóptero em filme", relatou Rafael. A tia dele, Thamires Nayara dos Santos, de 18 anos, foi quem o levou para a festa, e no ano que vem espera levar a sua filha que vai nascer ainda neste mês. "É muito bom fazer coisas pelas crianças. No ano que vem vai ser a minha filha", disse, animada.
A espera foi bastante longa e isso deixou muitas crianças impacientes, já que todas queriam ganhar os presentes logo. Enquanto o barbudo de roupas vermelhas não chegava, elas permaneceram brincando nas camas elásticas e se deliciando com pipoca, algodão-doce e refrigerante, tudo distribuído de graça aos participantes da festa. Ao todo eram quase 150 crianças, acompanhadas dos pais ou responsáveis.
"Eu quero brincar e me divertir. Estou na expectativa de ganhar um brinquedo, queria ganhar uma casa da Poly, mas se não tiver, pode ser o presente que tiver. Estou com várias amigas que vieram aqui", revelou Cynara da Silva, de 9 anos. Ela contou que não quis pegar pipoca e nem o refrigerante. "Mas de algodão-doce eu gosto", disse, com um sorriso. O pai dela, Sérgio José da Silva, de 31 anos, participou pelo segundo ano consecutivo da comemoração. "É uma festa boa para as crianças e para a comunidade do Milton Gavetti. O evento foi todo bem pensado e para as crianças é uma coisa boa, pois estão crescendo em um ambiente bom e ainda ganham alguma coisa de presente", ressaltou.
Quem não precisou dizer que gostou do algodão-doce foi o cativante Pedro Ferraz Arruda, de apenas 2 anos de idade. Com o rosto todo lambuzado, ele avisava a equipe de reportagem que o Papai Noel estava sob a tenda distribuindo presentes. "O Papai Noel não tem asa, mas chegou voando. Eu vou pedir um brinquedo para o Papai Noel e eu vou ganhar. Eu vou lá pedir", dizia todo animado.
Uma das primeiras crianças a receber o brinquedo do Papai Noel foi Isabela Angel Monteiro, de 6 anos. "Eu ganhei um kit quarto para minha casinha de boneca. Vai ajudar a decorar o quartinho dela. Gostei do presente e do Papai Noel. Ele chegou de helicóptero. Foi a primeira vez que vi um helicóptero na vida", relatou.
Para o pequeno Arthur Mendes França dos Santos, de 1 ano e 7 meses, foi uma tarde cansativa e ele já estava sonolento quando ganhou um carrinho do Papai Noel. A avó dele, a promotora de venda Sônia Mendes, de 48 anos, acabou oferecendo o colo para que ele repousasse. "Ele está com muito sono", afirmou.
Para o organizador da festa, Paulo César de Oliveira, o evento já virou tradição. "Estou à frente da Associação de Moradores do Milton Gavetti pelo terceiro ano e desde o começo resolvi proporcionar essa festa para as crianças. Começou com um doando açúcar, outro doando o milho para a pipoca e outro doando os brinquedos e assim foi. No bairro tem muitas crianças carentes que não têm condições de ganhar presente e que não podem ganhar um brinquedo no aniversário e a gente proporciona isso, também dando pipoca, refrigerante e algodão-doce", destacou.
Ele revela que sempre procura proporcionar o que não teve na infância. "Eu me lembro que foram poucas festas que participei quando criança. Eu tinha dificuldade até para frequentar festas por falta de roupas sociais. Este ano, mesmo com a crise, não faltaram brinquedos para todas as crianças, mas tive dificuldades para arrecadar brinquedos e até o açúcar para fazer o algodão-doce", expôs. Ele conta que no ano passado conseguiu doações suficientes para comprar dez bicicletas novas para sortear entre as crianças. "Este ano consegui duas novas e duas usadas para serem sorteadas", apontou.