Papai Noel coleta
doações para
presentear carentes


Rubens Burigo Neto
De Curitiba

Na primeira quinzena de novembro, como faz há vinte anos, o segurança desempregado Paulo César Bonfim, 40 anos, veste sua surrada roupa de Papai Noel e sai pelas ruas de Curitiba em busca de doações para instituições de caridade e meninos de rua. Bonfim conta que, no Natal do ano passado, arrecadou mais de 5 mil brinquedos entre o empresários da cidade. ‘‘Todos os dias saio de casa, a pé, por volta das 10 horas e só volto à noite. Com esta crise, acho que neste ano o número de doações vai diminuir’’, lamenta.
Neste Natal, a Clínica Pequeno Aconchego, de São José dos Pinhais, e o Hospital Dia (ligado ao Hospital Psiquiátrico Nossa Senhora da Luz, de Curitiba) vão receber as doações. Bonfim, que na infância já esteve internado em instituições para menores, diz que a ‘‘profissão’’ começou por acaso. Quando ele trabalhava em um supermercado foi convocado para substituir quem se vestia de Papai Noel.
Morando com a mãe, Bonfim sobrevive fazendo ‘‘bicos’’. A coleta de doações vai até o fim deste mês, quando ele assume como ‘‘Papai Noel oficial’’ de um dos shoppings centers da cidade. Bonfim usa um aparelho de mensagens eletrônicas (321 7733 código 4100918) para atender os chamados de quem deseja doar algo ou contratá-lo para trabalhar na noite de Natal. Uma visita de meia hora custa R$ 70,00 e o contratante ainda tem que arcar com as despesas de transporte.

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