Uma pane em um avião da Rio-Sul, que decolou de Londrina às 8h18 de ontem com destino a Foz de Iguaçu, causou transtornos aos 35 passageiros à bordo. O vôo 300 fazia a linha São Paulo-Londrina-Foz do Iguaçu e, 15 minutos depois da decolagem, o comandante do avião, modelo EMB145 - Jet Class, detectou problemas no equipamento anti-ice, que impede a formação de gelo nas asas. A aeronave foi obrigada a voltar para Londrina, onde aterrisou normalmente sem que nenhum passageiro percebesse o que estava acontecendo.
A Rio-Sul, por meio de sua assessoria de imprensa, informou que enviou de São Paulo um outro avião, às 11h45 para levar os passageiros para Foz, mas o Boeing não conseguiu pousar na cidade por causa do mau tempo, retornando para São Paulo. A peça que iria ser substituída no equipamento defeituoso estava nesse vôo.
O problema da aeronave só foi resolvido depois que a peça chegou por terra. Mecânicos da empresa trabalharam na aeronave por quatro horas.
O problema no vôo e o fechamento do aeroporto para pouso e decolagem – das 13h37 às 16h35 de ontem – adiaram compromissos dos passageiros do vôo 300. Oito deles, que iriam participar de um congresso em Foz e não poderiam esperar pela abertura do aeroporto, viajaram de ônibus colocado à disposição pela empresa área. Quatro seguiram para Curitiba de táxi no início da tarde. Alguns passageiros conseguiram embarcar às 17h07, direto para São Paulo. Os demais estão em hotel da cidade, esperando embarcar ainda hoje.
Magda Arjona, funcionária de uma financeira em Porto Alegre (RS), disse que a companhia propôs devolver o dinheiro da passagem. ‘‘O maior problema foi a falta de informação’’, reclamou.
Mais tranquilo, Geraldo Passarelli, médico paulista, residente há vinte anos em Paris, iria viajar a Foz do Iguaçu pela primeira vez. ‘‘Vou voltar para Paris no sábado sem conhecer Foz’’, lamentou. Ele se mostrou surpreso pelo fato de não haver no aeroporto equipamento para os aviões operarem por instrumentos.
O Departamento de Aviação Civil (DAC) está implantando uma nova norma nos aeroportos brasileiros. O Plano de Assistência às Vítimas de Acidentes Aéreos é uma ficha que o passageiro preenche, colocando endereço e nomes de familiares e conhecidos. Segundo Lourival Briana, superintendente da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), em Londrina, o cadastro vai facilitar a localização de familiares, em caso de acidentes.
A medida já está sendo implantada em alguns aeroportos do País mas ainda não está sendo aplicada em Londrina.

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