Pancada forte. Caem água, energia e vidros
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quinta-feira, 13 de março de 1997
Paulo Briguet 
Mário CésarEstilhaçadasO vento forte deu serviço para vidraceiros no edifício BosqueUma pancada de chuva ontem, por volta das 14 horas, provocou sustos e alguns estragos no centro da Cidade. Não foram mais que dez minutos de aguaceiro e vento forte. Mas a chuva repentina pegou de surpresa muita gente, sobretudo entre a majoritaríssima legião dos sem-guarda-chuva.
Mas a breve fúria de São Pedro não atingiu apenas os pedestres. Motoristas ligaram faróis, enquanto os semáforos das redondezas da rua Pernambuco se apagaram sem a menor cerimônia. A Copel informou que três alimentadores enguiçaram durante o curto temporal, deixando ruas centrais e o jardim Interlagos sem energia elétrica durante 1h50. Resultado: lojas atenderam romanticamente à luz de velas e motoristas buzinaram neuroticamente sua adrenalina acumulada.
Galhos de árvore não suportaram a ventania e fizeram rústica decoração nas calçadas. Na esquina das ruas Brasil e Pará, algo mais contundente caiu sobre dois carros estacionados: uma árvore. Ela deixou prejuízos e nenhuma vítima.
Nem todos que preferiram o lar doce lar estiveram a salvo do mau humor de Pedro. Que o diga a estudante Simone Cesar Casoni, que mora com os pais no edifício Bosque, rua Piauí. A força do vento foi tanta que quebrou um vidro da sala. Já procurando o número do vidraceiro na lista telefônica, Simone comentou: Eu fiquei um pouco assustada com o barulho. Também ficaram quebradas as janelas de alguns vizinhos de Simone. Depois da chuva de água e vidro, os molhados pedestres da Piauí nem podiam imaginar que a fúria do santo pluvial tem nome: cúmulos nimbos. Estas foram as nuvens que pairaram sobre uma parte de Londrina, devido ao superaquecimento pela manhã. Quem informa é o técnico em meteorologia do Iapar, Edmirson Borrozino. E aqui no Iapar não choveu muito, só houve uns pingos.


