O primeiro dia de funcionamento do Pronto Atendimento Municipal (PAM) como centro de referência da gripe A na cidade foi de adequação. Apesar da divulgação, na véspera, de que o local passaria a atender apenas os casos suspeitos da doença, algumas pessoas buscavam por atendimentos diversos. Quem chegava ao balcão e não tinha sintomas de gripe era orientado a procurar uma Unidade Básica de Saúde. Por se tratar de fim de semana, apenas os postos 24 horas dos jardins Leonor, Maria Cecília e União da Vitória estavam funcionando.
Entre os pacientes encaminhados para outro local, na manhã de ontem, estava Ernani Silva, que foi até o PAM para fazer uma inalação. ''Não sabia que não estavam mais atendendo aqui. Para mim fica impossível ir a algum desses lugares agora, pois tenho que trabalhar'', reclamou. Já a dona de casa Maria Severino dos Santos, que acompanhava a filha doente com sintomas de gripe, esperava desde às sete horas pelos resultados de exames. ''Fomos às duas da manhã ao Hospital Universitário e nos encaminharam para cá. Não acho que ficou melhor concentrarem atendimento apenas em um local'', opinou.
Nas três primeiras horas do dia, 60 pessoas já haviam sido atendidas com sintomas de gripe. Destas, 17 apresentaram sintomas leves e foram orientadas a descansar em casa ou aguardavam por exames. Apenas um caso teve encaminhamento para internação hospitalar. Na sexta-feira, quando o PAM ainda não funcionava como centro de referência, foram feitos 300 atendimentos durante as 24 horas, sendo 60 deles casos de gripe. Até a manhã de ontem, as estatísticas da doença não haviam sofrido alteração, com 107 casos suspeitos.
Segundo o secretário municipal de Saúde, Agajan Der Bedrossian, que esteve no local, o número de atendimentos estava dentro do esperado. ''Estamos nos adequando; o primeiro dia é de dificuldades normais. Mas com essas primeiras horas já deu para ver que o centro está cumprindo seu papel. A unidade oferece todos os recursos para os casos de gripe'', disse.
Uma das preocupações, de acordo com o secretário, é a procura de pacientes de outros municípios. ''Já recebemos pessoas de outras cidades, e isso é preocupante. Estamos atendendendo por questões humanitárias, mas com o tempo isso vai ficar difícil. Todos os municípios têm que se atentar para a necessidade de realizar medidas de combate à doença.''

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