Um verdadeiro arrastão pelo Calçadão de Londrina marcou a manhã de sábado no centro da cidade. Mas nada que preocupasse. Muito pelo contrário; Quem foi abordado pelos responsáveis pelo arrastão, se divertiu e relembrou cenas da infância. Dezenas de palhaços e integrantes de escolas de circo aproveitaram o Dia do Palhaço e foram para a rua fazer o que mais gostam...muitas palhaçadas.
  O público se divertiu. Com roupas coloridas, maquiagem pesada no rosto e o característico ‘‘nariz de palhaço’’, crianças e adultos, integrantes de escolas de circo de Londrina, Rio de Janeiro, Foz do Iguaçu e Brasília, num total de 60 pessoas, distribuíram e arrancaram risos. Eles vieram participar do III Festival de Circo da Cidade de Londrina, que será encerrado hoje com cinco apresentações em vários pontos da cidade.
  Os projetos desenvolvidos mantêm a tradição dos espetáculos que marcaram a infância de tanta gente. Com as dificuldades em manter um circo, o jeito foi se adaptar e levar o espetáculo para as ruas. Para o diretor pedagógico da Escola de Circo de Londrina, Sérgio Oliveira, cursos profissionalizantes ajudam a manter a tradição.
  Funcionando há dois anos em Londrina, a escola forma profissionais através de um curso com duração de três anos e mais um ano de especialização. O trabalho começou tímido em 1997, nas periferias da cidade e hoje atrai um total de 120 alunos.
  Tradição - Famílias tradicionais do circo levaram para as ruas a alegria dos picadeiros. Num monociclo, encontramos Kimberly, de apenas 12 anos, a palhacinha Tampinha, acompanhada do pai, Roiter Neves, de 41 anos, conhecido como palhaço Lingüiça. Eles vieram de Santa Catarina, mostrar o trabalho da Companhia de Circo de Joinville. ‘‘Somos do circo e temos que nos adaptar às transformações. Hoje, o palhaço vai às ruas, para atrair o público’’.
E atrai mesmo. Gabriel, de 7 anos, foi ao Calçadão com o pai, Guilherme Barreto, especialmente para assistir ao espetáculo. ‘‘Eu tinha muita vontade de conhecer o circo. Gosto muito de palhaço’’, afirmou o garoto.
  A pequena Íris, de apenas oito meses, estava no colo da mãe, a artesã Tarcila, que trabalha no Calçadão. As duas puderam assistir o encerramento do espetáculo, improvisado num caminhão, que teve muita palhaçada, ‘‘sim, senhor’’.

mockup