Palestras marcam dia da trabalhadora rural
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segunda-feira, 15 de outubro de 2001
Sid Sauer<br> Enviado a Iretama 
As mulheres das 126 famílias assentadas na fazenda Muquilão, em Iretama (70 km ao sul de Campo Mourão) participaram de uma série de palestras neste fim de semana. O evento fez parte da programação alusiva ao Dia da Mulher Trabalhadora Rural, comemorado ontem. As palestras foram nas áreas de saúde, pecuária, previdência e assuntos agrários.
A assentada Olga Alexandre de Oliveira, 64 anos, foi homenageada por ser a mulher mais velha do assentamento. Ela é separada e está sozinha num lote de nove alqueires. Os 11 filhos, todos casados, moram em Londrina. ''Já estou plantando feijão e vou plantar milho também. Estou feliz da vida'', afirmou Olga.
Assim como a maioria dos assentados, Olga está morando num barraco de lona coberto de telhas de cimento amianto e sem energia elétrica. Ela conta que morou em sítio até pouco depois de casar e que a família foi para a cidade por achar que a zona rural não estava boa para se viver. ''Só que depois ficou pior na cidade e eu prefiro trabalhar na roça do que de doméstica.''
O assentamento Muquilão ainda é recente. Somente no fim de semana, os assentados receberam os primeiros R$ 12 mil para investimentos na área. Cada família poderá investir até R$ 8 mil na pecuária e até R$ 4 mil em agricultura de subsistência. A fazenda tem 1,6 mil alqueires. Das 126 famílias, 65 são das regiões de Cascavel e Londrina. O restante é de Iretama.
O prefeito de Iretama, Same Saab (PDT), disse ontem que o assentamento de famílias de bóias-frias e arrendatários é prioridade da prefeitura. Além das 126 famílias na fazenda Muquilão, já foram assentadas outras 105 famílias em outros dois assentamentos nos últimos dois anos. ''Esse povo que fica no campo não cria problemas sociais na cidade'', explica Saab.


