Londrina – Mais de 40 mulheres que trabalham no sistema prisional de Londrina receberam ontem informações sobre prevenção ao câncer de mama. A atividade encerrou a Campanha Outubro Rosa dentro das unidades. Agentes penitenciários, pedagogas, psicólogas, assistentes sociais, auxiliares de enfermagem e técnicas do setor administrativo assistiram uma palestra sobre a doença.
Durante todo o mês de outubro, os profissionais das unidades 1 e 2 da Penitenciárias Estadual de Londrina (PEL), da Casa de Custódia de Londrina (CCL), do Centro de Reintegração Social de Londrina (Creslon) e do Patronato Penitenciário se engajaram na campanha promovida pelo Comitê de Educação em Direitos Humanos.
O objetivo foi reforçar a necessidade da realização de exames frequentes e de mais atenção à saúde da mulher. Além das palestras promovidas, grande parte dos funcionários das unidades adotou o uso das fitas cor-de-rosa, símbolo da campanha.
Na última atividade, as participantes se reuniram para um café da manhã no refeitório da PEL 2 e receberam orientações sobre o diagnóstico precoce da doença.
A enfermeira Taísa Vedoato reforçou que é possível identificar sintomas da doença, como o aparecimento de caroço nos seios, por exemplo. "O diagnóstico precoce aumenta em 95% as chances de cura", afirmou.
Taísa argumentou que o autoexame não dispensa os procedimentos clínicos feitos pelos profissionais especializados. Segundo a enfermeira, é imprescindível que as mulheres acima dos 40 anos façam a mamografia ao menos uma vez ao ano.
As Unidades Básicas de Saúde oferecem exames gratuitos à população por meio de convênios com clínicas particulares. Fatores de risco, como casos identificados na família, exigem mais atenção e realização de exames frequentes a partir dos 35 anos. No entanto, cada diagnóstico precisa ser avaliado com cautela. "Nós não conseguimos conter o número de casos, mas podemos reduzir as taxas de mortalidade por meio do diagnóstico precoce", ressaltou.
Para a chefe da Divisão de Ocupação e Qualificação da PEL 2, Aparecida Alves da Silva, a campanha ajudou a sanar as dúvidas dos profissionais. "Precisamos aprender cada vez mais sobre o câncer para perder o medo da doença. O câncer precisa ser entendido como uma vírgula e não como um ponto final. Existem vários tipos de tratamento", lembrou.
A palestra atraiu também a atenção de homens que trabalham nas unidade, como o psicólogo Luiz Henrique Moscogliato. Para ele, o encontro funcionou como um multiplicador de informações que podem auxiliar pessoas que ainda desconhecem a importância dos exames médicos. "Os homens precisam se engajar na campanha para ajudar as mulheres da família e pessoas próximas que podem sofrer com a doença", comentou. Uma agente penitenciária, que preferiu não se identificar, contou que realiza o autoexame com frequência. "Acho importante ações como esta. Precisamos de iniciativas assim para ajudar as mulheres a perceberem quando a doença se aproxima", disse.
Vários panfletos com explicações sobre o autoexame foram distribuídos após o encontro. O desenho principal que ilustra o material foi produzido por um jovem de 24 anos que está preso na Casa de Custódia de Londrina. "Ele se interessou em participar do projeto e entregou o desenho para a equipe", destacou Aparecida Alves da Silva.

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