Palestra aborda sucessão na empresa rural familiar
Lino Ramos
De Londrina
Pensar na sucessão da empresa familiar rural enquanto os filhos são jovens para evitar que as brigas resultem na venda ou divisão da propriedade. O assunto foi discutido ontem no workshop A Empresa Familiar Agropecuária - Desafios e Perspectivas, coordenado por Carolina Santini de Abreo, professora do departamento de Serviço Social da Universidade Estadual de Londrina (UEL).
Segundo ela, as empresas familiares estão se dividindo quando precisariam se fortalecer. A professora avalia que uma pequena propriedade acaba se tornando inviável em razão da concorrência de mercado. Plantar café ou soja numa unidade muito pequena não é rentável, argumenta. Segundo Carolina Santini de Abreo, que possui doutorado em Ciências da Comunicação e mestrado em Sociologia Rural, existem formas de aplicar conhecimentos de administração para superar o conflito familiar.
Carolina de Abreo entende que as soluções para esse impasse dependem da capacitação e profissionalização dos membros da família. Os filhos devem ser motivados desde crianças a entender a importância da empresa para a família, evitando o negativismo. A professora explica que também é necessário discutir com os adolescentes as eventuais dificuldades da empresa, dando ao jovem a chance de se tornar responsável e ajudar na busca de soluções.
Segundo a coordenadora do workshop, a mulher também deve estar inserida no processo, ser atuante e buscar novas vias de comunicação dentro da família, além de evitar que os conflitos empresariais interfiram na vida familiar. É necessário criar um relacionamento formal e informal entre a família, ressalta. Ana Carolina Abreo defende ainda que o pai (fundador da empresa) deve ir se afastando dos negócios, deixando as responsabilidades para o filho. Primeiro a responsabilidade e depois o patrimônio, justifica.





