Risco não justifica
O risco, que é inerente a algumas profissões, não justifica que seja concedido porte de armas. Permitir que os advogados andem armados pode resultar até em acidentes desnecessários. Uma pessoa desarmada, que sofre algum tipo de ameaça, pode recorrer a vários meios para se defender, como pedir proteção policial, por exemplo. No entanto, quando existe a possibilidade da defesa armada, geralmente, não se pensa em outras formas de defesa. Para mim, o advogado é um cidadão como qualquer outro e não merece o porte de arma apenas pela sua profissão.
Fernanda Munhoz Amorese, estudante de direito da Universidade Estadual de Londrina

Analisar cada caso
Precisamos levar em conta que até um referendo já foi realizado para discutir o desarmamento e a maioria da população se mostrou favorável a termos armas em casa. Porém, arma de fogo não é o melhor remédio para combater a violência. No caso do porte de arma para advogados, é preciso considerar que alguns desses profissionais, principalmente os criminalistas, realmente passam por situações ameaçadoras, mas isso não justifica que todos os advogados tenham porte de arma. O correto é que seja analisado cada caso e somente quem realmente estiver ameaçado receba o porte.
Ivan Canziani Silveira, estudante de direito da Unifil

Função do Estado
Atualmente, todos nós vivemos situações de risco, por isso, antes de liberar o porte de arma para advogados, precisamos pensar que a segurança da sociedade não pode ser creditada às armas. Os advogados não são formados para cuidar da sua própria segurança, isso é função do Estado. É preciso oferecer melhores condições de trabalho aos policiais, os quais, muitas vezes, estão mal equipados e despreparados para exercer as suas funções. Muitas vezes os policiais estão transmitindo mais medo do que segurança.
João Tavares de Lima, estudante de direito da Pontícia Universidade Católica (PUC)

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