Paixão que floresce no jardim
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quarta-feira, 28 de janeiro de 2004
Fernanda Bressan<br> Reportagem Local 
''Vocês vão me dar presente? Então me dêem uma orquídea''. A frase de dona Olga Sitta Siqueira, 74 anos, já demonstra a paixão que ela possui por essas plantas. Há pelo menos 30 anos cultivando as flores, dona Olga tem hoje em seu quintal mais de mil vasos. Há espécies brasileiras e outras tantas vindas de fora do país como Portugal, Japão, África, Índia e México. Os valores também são bem variados. ''Tenho orquídeas que custam R$ 4,00 e que eu comprei dos índios, e outras mais caras, até R$ 300,00; também tenho outras que nem se me derem R$ 500,00 eu vendo, elas não têm preço'', avalia.
O amor pelas orquídeas é uma herança materna. ''Minha mãe já tinha várias orquídeas e aí foi indo. É uma coisa que não pára'', conta dona Olga. Ela diz que a planta não é tão simples de ser cultivada. ''É e não é fácil porque ela exige muitos cuidados. Primeiro é preciso muito carinho e depois tem que utilizar adubo e inseticida'', ensina. Dona Olga faz parte da Associação Norte Paranaense de Orquidófilos, que possui mais de 60 integrantes.
As plantas que dona Olga cultiva foram compradas, trocadas, ganhadas e também colhidas por ela própria. ''Entro no mato e quando encontro uma eu mesma coleto'', garante, mostrando um exemplar de mini-orquídea que ela trouxe de Santa Catarina. Entre uma frase e outra, dona Olga faz questão de ir exibindo seus ''tesouros''. Ela conhece as flores individualmente e sabe os detalhes de cada uma, inclusive o lugar de onde veio.
Atualmente dona Olga vive com o marido Alcides Siqueira, 75 anos, mas a família é grande. O casal tem quatro filhas, 10 netos, três bisnetas e um bisneto à caminho. ''Quando eles vêm nos visitar ficam todos aqui no orquidário'', enfatiza. O local, logicamente, é o preferido pela dona da casa. ''Nem sei quantas vezes eu venho aqui por dia, é uma terapia''.


