O professor Ricardo Origassa queria muito um filho para dividir seus gostos por pescaria e futebol. Mas o destino lhe reservou quatro filhas, duas em cada um de seus dois casamentos. ''Desde o Japão, a família Origassa sempre teve mais menina que menino'', justifica o pai de Michele, Micaela, Vitória e Vivian.
''Menina é bom também. Elas são mais amorosas, carinhosas. Os meninos são mais independentes. Em geral, sou muito contente com as minhas quatro filhas'', resume Origassa, que não chegou a brincar de boneca, mas ensinou as quatro filhas a torcerem pelo Corinthians, time do coração da família. ''Também ensinei as meninas a pescar e elas acabaram gostando.''
Ele conta que as filhas mais velhas são estudiosas, trabalhadoras e nunca deram ''dor de cabeça'', já as mais novas são mais arteiras e adoram cantar. O programa preferido da família é o karaokê. ''Só sou rigoroso com os estudos. Para mim estudar é essencial para a vida, ensina o indivíduo a pensar.''
Ciúme dos namorados é algo com que as meninas não precisam se preocupar. ''As deixo livres para procurarem a felicidade, mas alerto que é preciso refletir muito antes de casar'', declara Origassa, que apesar de ser japonês nato, não se importa se as filhas decidirem se casar com brasileiros da gema.
Para ele, a vaidade feminina é essencial e quanto melhor vestidas e maquiadas, mais bonitas as meninas estarão. ''Não sei quanto gastam em roupas, mas também não regulo o dinheiro. O único conselho que dou é que o primeiro carro delas não seja usado.''
E para compensar a falta do filho homem, Origassa fez questão de que o cãozinho da família, Ric, fosse macho. ''Minha preocupação era manter o nome Origassa. Hoje penso que vou ganhar quatro filhos quando elas trouxerem os maridos para casa'', brinca. (M.G.)

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