A paixão de Antonio Henrique Doni pela taxidermia vem de longe. Quando criança, morou em frente ao Passeio Público e já era aficcionado pelos bichos. Suas primeiras experiências na arte de empalhar começaram aos 12 anos de idade. ‘‘Comecei empalhando o pinto que havia morrido no galinheiro de uma professora particular’’, lembra.
Alguns anos depois, Doni conheceu André Maia, ‘‘o papa da taxidermia no Paranᒒ, e conseguiu aprender alguns macetes. ‘‘Como ele não contava seus segredos para ninguém, encomendei a taxidermia de um periquito e depois desmontei o bicho para descobrir como ele tinha feito’’, conta.
No vestibular, Doni quis fazer Biologia, mas foi desencorajado pelo pai (‘‘ele disse que não dava dinheiro’’) e acabou cursando Educação Física. ‘‘Dei algumas aulas, mas sempre ganhei mais dinheiro com a taxidermia’’, diz. A renda mensal dele com a atividade pode chegar a R$ 7 mil em períodos de grande movimento.
Hoje, Doni diz que é o primeiro e único taxidermista que tem um alvará de funcionamento da Prefeitura em Curitiba. ‘‘Pedi o alvará em 1983 e quando fui renová-lo eles disseram que essa profissão nem existia mais e que eu poderia continuar trabalhando com o alvará antigo’’, conta. (G.P.)

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