Londrina – A invenção do carro mudou a maneira como o homem lida com a distância e com o tempo. Os veículos sobre quatro rodas se tornaram praticamente uma extensão do corpo humano, representando um símbolo da potência e velocidade. Tais atributos fazem com que os automóveis se transformassem em objetos de desejo de muita gente. Mas colecionar carros de verdade é impensável para a maioria devido ao alto preço dos possantes.
Mas quem não pode ter veículos de verdade pode optar pelas miniaturas. No fim de semana, a loja de brinquedos RiHappy, em parceria com uma associação de aficionados por "carrinhos", promoveu uma exposição com cerca de 3 mil peças no Londrina Norte Shopping.
O arquiteto e designer gráfico Rafael Ziller, de 32 anos, um dos expositores, disse que é apaixonado por carros de verdade. "O que me fez iniciar no hobby de colecionar miniaturas foi a possibilidade de ter muitos ‘carros’ com pouco dinheiro e pouco espaço. O que não dá para conseguir na vida real, a gente realiza nas miniaturas. Hoje eu foco na aquisição de miniaturas de carros nacionais e naqueles que aparecem em filmes", apontou. Ziller tem réplicas de carros que aparecem em filmes como "De Volta Para o Futuro", "Os Caça-Fantasmas", "Dias de Trovão" e "Batman".
Outro expositor, o gerente financeiro Osmar Santos, de 53 anos, destacou que o objetivo do evento foi divulgar o hobby e conquistar novos adeptos. "Também gostaríamos de conhecer colecionadores que não se mostram muito e que possuem raridades. Este hobby só tem graça se você puder compartilhar com outras pessoas", destacou Santos, que tem uma coleção com cerca de 5 mil miniaturas. "Sou eclético, gosto de muita coisa. Se algo me agradou, eu agrego à coleção", destacou. Mas ele afirma que a paixão dele é a Kombi. "É difícil de encontrar. Existem vários modelos. Minha meta é ter uma coleção de 500 peças, mas hoje tenho só 100."
Outro entusiasta das miniaturas é o consultor de empresas Paulo Fernando de Oliveira, de 46 anos. Ele já construiu 30 maquetes para ambientar as miniaturas, que passou a colecionar há oito anos. Hoje, possui um acervo de 1,6 mil carrinhos, avaliado em R$ 15 mil. "Algumas pessoas gastam com cerveja, mas esse gasto se perde. O que eu gasto permanece nas minhas paredes", comparou. "As pessoas perguntam se não tive infância. Eu respondo que tive infância, mas o que não tinha quando criança eram esses carrinhos, nem a habilidade para fazer maquetes."
Oliveira já construiu réplicas em menor escala de postos de gasolina, haras, oficinas e está aos poucos reproduzindo casas do desenho animado dos Simpsons. "Essas maquetes não existem para venda, então faço tudo", explicou.
Enquanto olhava para a maquete de garagem, Bruno Henrique Pulqueri, de 5 anos, apontava para quais carros já conhecia e destacava que o carro que mais gosta é a Ferrari. "Gosto dela porque é a que corre mais. Mas você já viu a Bugatti? Corre também, mas é um pouco mais pesada", comparou, com propriedade.
O pequeno Pedro Otávio Leal Carvalho, por sua vez, está no caminho para se tornar um colecionador. Aos 8 anos de idade, já possui mais de 400 miniaturas. "Adoro carros, principalmente os de corrida. O que mais gosto é a Lamborghini Veneno, que o meu pai comprou para mim", destacou o garoto, que quer ser piloto quando crescer.

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