Para o líder religioso Sayed Bilal Wehb, o crescimento do Islamismo no mundo só não é maior por causa do excesso de propaganda negativa realizada pelos países ocidentais. Bilal diz não acreditar que qualquer líder religioso, muçulmano ou não, seja a favor de atos terroristas, principalmente se vitimar inocentes. ‘‘Eu condeno qualquer ato terrorista contra qualquer comunidade inocente, seja contra um homem ou contra um país’’, avisa.
A política desenvolvida por Israel, ‘‘que invadiu o Sul do Líbano e expulsou os moradores de lᒒ, é motivo de desgosto para Bilal. ‘‘Qual o povo que aceitaria passivamente? Os brasileiros aceitariam isso?’’, questiona. Para Bilal, os próprios americanos são em grande parte os responsáveis pela violência no mundo e cita os últimos acontecimentos envolvendo crianças armadas em colégios como indicadores da situação crítica por que passa aquele país. ‘‘Somos todos vítimas deste tubarão do mundo, os Estados Unidos da América’’, critica.
Para Bilal, o povo muçulmano vem sendo oprimido, perseguido e culpado injustamente pela desgraça da humanidade. ‘‘Fizeram de nós uma imagem de animais selvagens’’, crê.
O xeque acredita que a civilização muçulmana e a ocidental podem se encontrar em prol da paz, mas como os Estados Unidos e a Europa Ocidental precisam de mercado consumidor, ‘‘qualquer mudança sempre será abatida e perseguida’’.

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