Curitiba - Em alguns anos, a expressão "Linha Azul" deve se tornar popular na boca do curitibano. Será esse o nome do primeiro trecho do metrô. Se a cidade for uma das escolhidas como sede da Copa do Mundo de 2014, as obras devem ser entregues antes do início do Mundial. Ligando a cidade entre os terminais de ônibus dos bairros Santa Cândida e CIC Sul, o sistema de transporte terá 22 quilômetros, sendo 19 deles subterrâneos. Nos outros três, um quilômetro será elevado na Avenida Winston Churchill e dois próximo às futuras instalações do terminal CIC Sul.
A Linha Azul terá entre 21 e 23 estações. Além disso, vai fazer uma integração com o sistema de transporte de ônibus, passando por sete terminais de ônibus da cidade: Santa Cândida, Boa Vista, Cabral, Portão, Capão Raso, Pinheirinho e CIC. Para a chefe do departamento de Planejamento e Estudos de Transportes da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), Luciana Costa Brizon, a concepção do projeto é totalmente integrado com o sistema atual. "É um projeto inovador, pois há uma troca com o outro sistema. O metrô só funciona por causa do ônibus, pois é alimentado por ele", diz Luciana.
Depois da inauguração do metrô, as canaletas onde passam os biarticulados serão desativadas e transformadas em calçadões para pedestres. O espaço antes destinado apenas ao ônibus será transformado em espaço de convivência para o cidadão. A ideia é de que as canaletas ganhem ciclovias, espaços de lazer e seja totalmente arborizado.
O projeto do metrô curitibano é tido como inovador e mais barato que o convencional. Mesmo sendo subterrâneo, o sistema deve ser construído em um túnel cavado de forma mais superficial possível, conforme será definido pelos estudos de engenharia. Para Raul De Bonis, Diretor de Planejamento, Expansão e Marketing da CBTU, o modelo de metrô escolhido vai facilitar o termino das obras. "Até a Copa de 2014 dá tempo, pois o projeto não é muito complexo. A escavação rasa facilita", garante De Bonis. (T.A.)

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